9 de Outubro de 2015 / às 17:33 / em 2 anos

Violência entre israelenses e palestinos aumenta; 6 pessoas morrem em Gaza

GAZA/JERUSALÉM (Reuters) - Tropas israelenses mataram seis palestinos que protestavam em Gaza, e um judeu feriu quatro árabes com uma faca no sul de Israel, nesta sexta-feira, em uma onda de violência que tem provocado um aumento nas conversas sobre um novo levante contra Israel.

Manifestante palestino mascarado em protesto perto da fronteira israelense em Gaza. 09/10/2015 REUTERS/Mohammed Salem

Os soldados dispararam na direção de Gaza através da fronteira depois que os palestinos chegaram perto demais dos limites israelenses, atirando pedras e empurrando pneus em chamas, disse uma porta-voz dos militares. Médicos de Gaza disseram que seis pessoas morreram e cerca de 50 ficaram feridas.

Os protestos eram em solidariedade com palestinos em Jerusalém e na Cisjordânia ocupada por Israel, onde as tensões têm aumentado nos últimos 10 dias de violência, nos quais quatro israelenses e pelo menos oito palestinos foram mortos.

Os palestinos reclamam de incidentes no complexo da mesquita de Al-Aqsa, na Cidade Velha de Jerusalém, e temem que Israel queira mudar o status quo do local sagrado, reverenciado pelos muçulmanos como Santuário Nobre e pelos judeus como Templo da Montanha.

O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, negou ter intenção de mudar as condições, sob as quais os judeus são autorizados a visitar o local, mas apenas os muçulmanos podem realizar orações.

Tanto Netanyahu como o presidente palestino, Mahmoud Abbas, pediram calma e a polícia palestina continua a coordenar com as forças de segurança de Israel para tentar restaurar a ordem, mas há poucos sinais de redução da tensão e da violência.

Em Gaza, o líder do Hamas, Ismail Haniyeh, elogiou os palestinos que realizaram ataques com facas contra israelenses, e disse que uma nova “Intifada” voltada para Jerusalém está em andamento.

Mais cedo nesta sexta, um judeu esfaqueou quatro árabes na cidade israelense de Dimona, no sul, em um ataque criticado por Netanyahu e descrito por um de seus ministros como um ato de “terrorismo”.

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