15 de Outubro de 2015 / às 11:45 / 2 anos atrás

Líder catalão depõe em tribunal por acusação de promover referendo ilegal

BARCELONA (Reuters) - Milhares de pessoas compareceram para manifestar apoio ao presidente da região espanhola da Catalunha, Artur Mas, na chegada a um tribunal de Barcelona nesta quinta-feira para testemunhar sobre a realização de um referendo sobre a independência, apesar de a consulta ter sido declarada ilegal.

Presidente da região espanhola da Catalunha, Artur Mas, durante encontro em Barcelona. 29/09/2015 REUTERS/Stringer

O chefe regional da rica região, situada no nordeste da Espanha e com língua e cultura próprias, foi indiciado no mês passado por acusações preliminares de desobediência, abuso de autoridade e usurpação de autoridade para a realização da votação em novembro de 2014.

Partidários cobertos com a bandeira vermelha e amarela listrada da Catalunha gritavam “presidente” e “independência” enquanto Mas caminhava até a Suprema Corte da Catalunha, ladeado por centenas de prefeitos da região ostentando seus cetros cerimoniais.

No tribunal, Mas afirmou que o referendo era um objetivo central de seu governo e assumia toda a responsabilidade por realizá-lo. “Não entendo por que estou aqui dando explicações”, disse ao juiz, segundo a mídia local.

“Ele lutou e fez o que tinha de fazer. Não podemos deixá-lo sozinho agora”, disse Isabel Princep, 58, auxiliar de escritório aposentada, em meio à multidão de simpatizantes diante do tribunal. “Acho que é totalmente injusto que um presidente catalão seja julgado dessa maneira.”

A “consulta aos cidadãos”, um referendo simbólico que foi realizado em novembro passado apesar do bloqueio legal conseguido pelo governo central de Madri, foi criada e gerida por partidos pró-independência. Perto de dois milhões de catalães votaram a favor da secessão de Espanha, mas o comparecimento foi baixo, em torno de 2,2 milhões de pessoas entre um total de 5,4 milhões de eleitores potenciais.

As pesquisas de opinião mostram que a maioria dos catalães gostaria de permanecer dentro Espanha se a região obtivesse leis que protegessem a sua língua e cultura e uma situação fiscal mais favorável.

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