23 de Outubro de 2015 / às 20:39 / em 2 anos

Violência entre palestinos e israelenses persiste e diplomatas negociam paz

JERUSALÉM (Reuters) - Palestinos que atiravam pedras entraram em confronto com soldados israelenses na Cisjordânia ocupada e na Faixa de Gaza durante protestos do “Dia da Fúria” nesta sexta-feira, enquanto que diplomatas tentavam concluir mais de três semanas de violência.

Soldados israelenses correm durante confronto com manifestantes palestinos, perto do assentamento judeu de Bet El, na região de Ramallah, na Cisjordânia, nesta sexta-feira. 23/10/2015 REUTERS/Mohamad Torokman

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, afirmou que está cautelosamente otimista de que há uma maneira de diminuir as tensões, depois de ter uma reunião de quatro horas com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em Berlim, na quinta-feira.

Nesta sexta-feira, as autoridades israelenses também suspenderam as restrições que impediam homens com menos de 40 anos de usar o complexo da mesquita de al-Aqsa em Jerusalém, medida vista como uma tentativa de acalmar a revolta muçulmana.

A polícia afirmou que as orações no local terminaram de forma calma. No entanto, na Cisjordânia e em Gaza, autoridades médicas palestinas afirmaram que 45 pessoas foram feridas por tiros, incluindo uma de 13 anos de forma grave, perto de Ramallah, e três fotógrafos perto da fronteira de Gaza.

Militares israelenses afirmaram que não tinham conhecimento de que jornalistas haviam sido machucados e que os soldados dispararam tiros de alerta para o ar, antes de atirar em instigadores que tentavam passar pela cerca de segurança de Gaza.

Mais cedo, um palestino de 16 anos esfaqueou e feriu um soldado israelense na Cisjordânia, antes de ser baleado e ferido por outros militares, disse o Exército de Israel.

Uma das piores ondas de violência de rua em anos foi iniciada em parte pela ira palestina com o que eles veem como uma invasão judaica ao complexo da mesquita, o terceiro local mais sagrado do Islã e também reverenciado pelos judeus como o local de dois templos antigos.

Os palestinos também estão frustrados com o fracasso de várias negociações de paz para assegurar um Estado independente no leste de Jerusalém, Cisjordânia e Gaza, territórios capturados por Israel na guerra de 1967.

A última rodada de negociações fracassou em 2014.

Mais de 50 palestinos, metade deles agressores, foram mortos a tiros por israelenses na cena dos ataques ou durante os protestos na Cisjordânia e em Gaza desde 1 de outubro. Nove israelenses foram esfaqueados ou mortos a tiros por palestinos.

Os mediadores do Quarteto do Oriente Médio se encontraram em Viena nesta sexta-feira para pedir que os líderes dos dois lados suavizem a retórica e acalmem as tensões.

Um comunicado depois do encontro, que teve a presença de Kerry, do ministro do Exterior russo, Sergei Lavrov, da responsável pela política externa da União Europeia, Federica Mogherini, e do coordenador da Organização das Nações Unidas para o Oriente Médio, Nickolay Mladenov, pede que Israel “trabalhe junto com a Jordânia para manter o status quo de lugares sagrados em Jerusalém tanto no discurso quanto na prática”.

Reportagem de Maayan Lubell, de Ali Sawafta, em Ramallah; de Nidal al-Mughrabi, em Gaza; e de Shadia Nasralla, em Viena

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below