October 24, 2015 / 1:28 PM / 3 years ago

Argentina decidirá em eleição presidencial a dimensão das mudanças na economia

Por Nicolas Misculin e Hugh Bronstein

BUENOS AIRES (Reuters) - A Argentina sofre uma estagnação econômica, as regulações governamentais afastaram os investidores e os mercados viraram as costas para o país, mas o candidato do peronismo governista ainda assim pode vencer as eleições presidenciais do domingo.

Daniel Scioli, um ex-campeão de motonáutica que governa a província de Buenos Aires, promete continuar com os generosos planos sociais que ajudaram milhões de argentinos pobres e sustentam a popularidade da atual presidente, Cristina Kirchner. Porém, mais conciliador do que ela, assegura que fará ajustes graduais a uma economia muito regulamentada pelo Estado.

Ainda que Scioli, de 58 anos, tenha possibilidades de vencer no primeiro turno, e apesar de liderar as preferências de voto com tranquilidade, seu principal rival, o prefeito da cidade de Buenos Aires, Mauricio Macri, poderia forçá-lo a um segundo turno.

Macri, de 56 anos, é um engenheiro de centro-direita que promete mudanças mais radicais para conquistar os investidores estrangeiros, como eliminar abruptamente o controle de taxas de câmbio, impostos à agricultura e restrições às exportações da Argentina, que atravessa tempos complicados em grande parte por causa da queda dos preços das matérias-primas que exporta.

Mas o peronista dissidente Sergio Massa também está tentando chegar ao segundo lugar para lutar contra Scioli em um segundo turno previsto para 22 de novembro. Nas últimas semanas, aproximou-se muito nas pesquisas de Macri, que rechaçou sua proposta de fazer uma aliança para enfrentar Scioli.

Os três têm muitas diferenças ideológicas, mas suas propostas não são tão distintas: tudo indica que o país seguirá para políticas econômicas mais amigáveis aos mercados após 12 anos de peronismo de centro-esquerda, ainda que tentando manter as conquistas sociais.

Qualquer um deles que chegue à Presidência deverá tentar reativar uma econômia estagnada pela escassez de investimentos, controlar a alta inflação e reduzir os níveis de insegurança.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below