28 de Outubro de 2015 / às 17:38 / em 2 anos

Áustria espera que barreiras na fronteira reduza fluxo de imigrantes

VIENA (Reuters) - A Áustria delineou planos nesta quarta-feira para construir barreiras, incluindo uma cerca em uma passagem de fronteira movimentada, para frear o fluxo de imigrantes, enquanto a Alemanha acusou as autoridades austríacas de enviar grupos de refugiados em sua direção depois de anoitecer.

Crianças sobem numa cerca enquanto imigrantes em Sentilj, na Eslovênia, tentam atravessar a fronteira para Spielfeld, na Áustria, nesta quarta-feira. 28/10/2015 REUTERS/Srdjan Zivulovic

A Áustria serviu em grande parte como um canal para a Alemanha para centenas de milhares de imigrantes do Oriente Médio, África e Ásia que fogem de guerras e dificuldades e viajam a partir do Mediterrâneo e através dos Bálcãs desde o início de setembro.

Mas, como a província alemã da Baviera, que faz fronteira com a Áustria, tem reclamado cada vez mais a Berlim de que está atingindo os limites da sua capacidade para receber refugiados, cresceu a preocupação da Áustria de que a Alemanha possa restringir ainda mais as chegadas, criando um acúmulo de pessoas.

O ministro do Interior alemão, Thomas de Maiziere, acusou a Áustria nesta quarta-feira de encaminhar refugiados para a fronteira alemã depois de anoitecer, sugerindo que está fazendo isso para ajudá-los a atravessar sem serem detectados, e ele disse esperar que Viena volte a um processo ordenado imediatamente.

Pouco antes dos comentários de De Maiziere, o chanceler austríaco, Werner Faymann, afirmou que a Áustria está planejando construir barreiras na fronteira de Spielfeld que cruza a Eslovênia, onde vários milhares de imigrantes passam diariamente.

Após criticar o governo da vizinha Hungria pela construção de cercas de arame farpado na fronteira para manter os imigrantes fora do país, a Áustria teve o cuidado de explicar que as planejadas barreiras de Spielfeld seriam muito mais limitadas e não eram comparáveis ​às da Hungria.

“Queremos poder efetuar controles sobre as pessoas, e para isso é preciso determinadas medidas técnicas de segurança”, disse Faymann, um social-democrata, a repórteres, após uma reunião semanal de gabinete.

Por François Murphy e Louis Charbonneau

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