5 de Novembro de 2015 / às 14:15 / em 2 anos

CPI do Carf rejeita convocação de filho de Lula e ex-ministros

(Reuters) - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga irregularidades no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) rejeitou, nesta quinta-feira, requerimentos pedindo a convocação de um filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dois ministros de seu governo para prestar esclarecimentos sobre o caso.

Os requerimentos pedindo a convocação de Luís Cláudio Lula da Silva e dos ex-ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) e Erenice Guerra (Casa Civil) foram rejeitados por unanimidade em sessão da CPI do Carf, de acordo com a Agência Senado.

Empresas de Luís Cláudio foram alvo em outubro da operação Zelotes, da Polícia Federal, que investiga um suposto consórcio de empresas suspeito de promover a manipulação de processos e julgamentos dentro do Carf e também negociar incentivos fiscais a favor de empresas do setor automobilístico.

O presidente da CPI do Carf, senador Ataídes de Oliveira (PSDB-TO), argumentou que “há ligação contundente dos ex-ministros e do Luís Cláudio na venda de medidas provisórias”, segundo a agência, mas parlamentares governistas conseguiram derrubar os pedidos de convocação relacionados ao ex-presidente.

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), relatora da CPI, defendeu o filho de Lula. “Não estou prejulgando, mas uma grande injustiça está em curso. Não há nada que sugira que ele tenha cometido algum crime”, disse, segundo a agência.

A operação Zelotes foi deflagrada como o objetivo de investigar e desarticular organizações criminosas que atuavam na manipulação do trâmite de processos e resultados de julgamentos do Carf, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, de acordo com a polícia.

Posteriormente, a PF passou a investigar suspeita de atuação irregular de empresas pela aprovação de incentivos fiscais a favor de empresas do setor automobilístico. Segundo a Polícia Federal, uma das empresas de Luís Cláudio teria recebido pagamentos do escritório Marcondes e Mautoni, investigado por ter atuado de forma ilegal no Congresso na aprovação das medidas provisórias que beneficiaram o setor.

A CPI do Carf também rejeitou requerimentos pedindo a quebra de sigilos do filho de Lula, uma de suas empresas e da Guerra Advogados Associados, da ex-ministra Erenice Guerra, informou a Agência Senado.

Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro

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