11 de Novembro de 2015 / às 20:34 / 2 anos atrás

Dilma quer que empresas arquem com custo de recuperação por rompimento de barragens

BRASÍLIA (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff quer que as empresas responsáveis pelas barragens que romperam em Mariana (MG) se responsabilizem pelos custos de recuperação das cidades destruídas pela enxurrada de lama e pelo fornecimento de água na região abastecida pelo Rio Doce, contaminado na tragédia, disse uma fonte do governo.

Presidente Dilma Rousseff durante encontro com príncipe do Japão no Palácio do Planalto, em Brasília. 06/11/2015 REUTERS/Ueslei Marcelino

De acordo com essa fonte palaciana, Dilma determinou ao ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, que marque uma reunião com os representantes da mineradora Samarco, responsável pelas barragens, e de suas controladoras, as gigantes Vale e BHP Billiton. Nesta quarta-feira, Wagner tem uma reunião para tratar do assunto com ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi.

A presidente tem dito que não é possível o poder público assumir as despesas de reconstrução e manutenção das cidades destruídas por um problema causado por empresas privadas, segundo essa fonte.

Na quinta-feira, uma semana depois do desastre, Dilma irá sobrevoar as cidades de Mariana, onde fica o distrito de Bento Rodrigues, destruído pelo rompimento da barragem, e de Colatina (ES), que deve ser ainda atingida pela lama liberada pela barragem, que está descendo o Rio Doce.

Havia a expectativa de que a presidente fosse a Mariana logo após a tragédia, ainda no último final de semana, o que não ocorreu. Desde então, a presidente vem sendo cobrada nas redes sociais, mas ela queria ter certeza das responsabilidades sobre o acidente antes de viajar à região, disse a fonte.

Mais cedo, em uma entrevista depois da abertura da reunião do Conselho Nacional do Meio Ambiente, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que acompanhará Dilma no sobrevoo às áreas atingidas, afirmou que o governo multará as empresas caso seja comprovado que houve negligência no cuidado com as barragens e nos planos de contingência para amenizar os efeitos do acidente.

“Se couber aplicação de multa por parte da área federal, nós aplicaremos, seremos rígidos. Não tem essa história de achar que a pessoa não pune. Vai ter punição. A responsabilidade ambiental é da empresa”, afirmou a ministra, acrescentando que os governos federal e estadual estão estudando a base legal para tomar as providências.

Uma decisão da Justiça de Minas Gerais determinou que a Samarco mantenha o abastecimento de água de Governador Valadares, uma das cidades banhadas pelo Rio Doce.

Por Lisandra Paraguassu

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