13 de Novembro de 2015 / às 10:51 / em 2 anos

Líderes mundiais elogiam eleição de Mianmar; Suu Kyi assegura maioria

YANGON (Reuters) - O partido pró-democracia liderado por Aung San Suu Kyi conquistou maioria no Parlamento de Mianmar, anunciou a comissão eleitoral nesta sexta-feira, com cadeiras suficientes para eleger o próximo presidente do país quando a nova legislatura se reunir no próximo ano.

Líder do partido pró-democracia Aung San Suu Kyi durante discurso em Yangon. 03/11/2015 REUTERS/Jorge Silva

Desde a eleição nacional, no domingo, já se previa que a Liga Nacional para a Democracia (LND), de Suu Kyi, obteria a maioria no Parlamento. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a felicitaram pela vitória histórica na primeira eleição livre do país em 25 anos.

Obama e Ban também elogiaram o presidente de Mianmar, Thein Sein, por ter aberto com sucesso o caminho para a votação histórica, e o chefe da ONU por reconhecer a sua “coragem e visão” para organizar uma eleição na qual o campo governista foi trucidado.

Os resultados vinham sendo divulgados aos poucos desde o fim de semana, e na sexta-feira a comissão eleitoral anunciou os resultados para o último lote de assentos, o que colocou a LND acima do limite para assegurar uma maioria absoluta no Parlamento.

O triunfo da carismática ganhadora do prêmio Nobel da Paz varre uma velha guarda do ex-generais que vinha governando Mianmar –país antes conhecido como Birmânia– desde que Thein Sein deu início a uma série de reformas democráticas e econômicas, há quatro anos.

Falando a repórteres na quinta-feira, o vice-conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Ben Rhodes, destacou a ampla participação dos eleitores de Mianmar e o compromisso de seus governantes de respeitar o resultado.

Rhodes disse que Obama se reunirá com o presidente de Mianmar e outros líderes regionais durante sua viagem à Ásia neste mês.

Obama visitou Mianmar duas vezes ao longo dos últimos três anos, na esperança de fazer de sua transição para a democracia um legado da política externa de sua Presidência.

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