November 13, 2015 / 8:05 PM / 3 years ago

Levy deve seguir na Fazenda até ajuste passar no Congresso, apesar da pressão, dizem fontes

Por Marcela Ayres

Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, durante entrevista coletiva em Brasília. 22/10/2015 REUTERS/Adriano Machado

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, seguirá no comando da pasta pelo menos por enquanto em meio à apreciação de matérias orçamentárias no Congresso Nacional, afirmaram três parlamentares com conhecimento sobre o assunto nesta sexta-feira, após rumores renovados de que a substituição do ministro.

Uma das fontes, com forte interlocução no Executivo, disse que a presidente Dilma Rousseff está “convencida de que Levy não dura muito”, pois está enfraquecido no Congresso, mas a ideia é que ele ainda responda pela Fazenda durante a apreciação de projetos orçamentários no Congresso.

Levy viajará no sábado para Turquia para acompanhar a agenda de Dilma na reunião do G20. A presidente viajou nesta sexta-feira.

As pressões para a saída de Levy não são novas. Há avaliações no governo de que ele tem “prazo de validade” no cargo, onde deve ficar até o final do ano, no máximo início de 2016, ao mesmo tempo em que crescem as pressões sobre Dilma para escolher o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles para substituí-lo.

“É o PT e o Lula que querem tirar o ministro. Toda semana tem (rumor), vai e volta com mais intensidade”, afirmou uma das fontes, acrescentando que “isso é tudo uma forma de enfraquecer o ministro”. O ex-presidente tem trabalhado intensamente para colocar Meirelles na Fazenda, por considerar que ele tem mais traquejo político.

A fonte continua acreditando na permanência de Levy até o final do ano no comando da Fazenda, para que veja concluída a aprovação da alteração da meta de superávit primário de 2015, que começa a ser analisada pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) na próxima terça-feira.

Mas acrescentou que a permanência no cargo pode ser abreviada por decisão do próprio Levy, em meio à artilharia pesada dos últimos dias.

Mais cedo nesta terça-feira, o Valor PRO publicou que a resistência de Dilma ao nome do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles para assumir a Fazenda havia diminuído, mas que ela não daria carta branca ao sucessor de Levy.

Reportagem adicional de Lisandra Paraguassu

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