14 de Novembro de 2015 / às 19:09 / em 2 anos

Familiares usam redes sociais na busca de desaparecidos em Paris; luto domina postagens

LONDRES (Reuters) - Dezenas de apelos por pessoas desaparecidas circularam no Twitter e marcadores verdes com as palavras “Estou em segurança” apareceram em perfis do Facebook de muitos parisienses neste sábado, dia em que uma avalanche de choque e tristeza com os atentados de sexta-feira dominou as redes sociais.

Instagram, Twitter e Facebook foram tomados por homenagens, mensagens de pêsames e de solidariedade pelas vítimas e pela França, e as hashtags #PrayforParis (Ore por Paris) e #PrayersforParis (Orações por Paris) foram de longe as mais populares.

“Estou tentando localizar meu primo, Callum Hamish MacDonald”, escreveu uma mulher em inglês no Twitter. Pai de um menino de colo, ele foi visto pela última vez na casa de espetáculos Bataclan, o alvo do principal ataque, disse ela.

Um homem chamado Jo escreveu: “Minha namorada estava no show. Eu ia ficar noivo dela. Não sei se vou vê-la de novo”. Sua publicação foi retuitada quase três mil vezes e muitas pessoas reenviaram palavras de apoio.

Fotos de perfil foram alteradas em grande quantidade, algumas exibindo as cores azul, branco e vermelho da bandeira francesa ou um símbolo da paz desenhado improvisadamente para se parecer com a Torre Eiffel.

“Quatro amigos foram marcados como em segurança durante Ataque Terrorista em Paris”, dizia uma padrão do Facebook a pessoas com contatos na cidade.

Usando a hashtag #SafetyCheck (Verificação de Segurança), usuários do Twitter incentivavam uns aos outros a usar a nova ferramenta do Facebook, que lhes permite apertar uma tecla “Estou em segurança” se forem envolvidos em um grande desastre ou emergência.

Os ataques de sexta-feira, que aconteceram em vários locais do centro de Paris, foram assumidos pelo Estado Islâmico. O grupo declarou ter sido uma vingança pela atuação da França no Oriente Médio.

O presidente francês, François Hollande, afirmou que os ataques equivalem a um ato de guerra contra seu país e declarou estado de emergência.

A extrema direita francesa incendiou o Twitter com comentários criticando a imigração e o islamismo. Em resposta, hashtags como #MuslimsAreNotTerrorist (Muçulmanos Não São Terroristas) e #MuslimsStandWithParis (Muçulmanos Com Paris) também foram tópicos de destaque.

Reportagem adicional de Angela Moon em Nova York

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