November 17, 2015 / 2:16 PM / 3 years ago

Putin promete represália após Kremlin confirmar que bomba derrubou avião russo no Egito

MOSCOU (Reuters) - O presidente russo, Vladimir Putin, prometeu caçar os responsáveis pela explosão de um avião comercial russo sobre o Egito e intensificar os ataques aéreos contra militantes islâmicos na Síria, depois de o Kremlin concluir que uma bomba destruiu a aeronave no mês passado.

Presidente russo, Vladimir Putin, em reunião no Kremlin em Moscou. 17/11/2015 REUTERS/Alexei Nikolskyi/Sputnik/Kremlin

“Iremos encontrá-los em qualquer lugar do planeta e puni-los”, afirmou Putin em uma reunião no Kremlin, transmitida pela televisão nesta terça-feira. O serviço de segurança FSB rapidamente anunciou uma recompensa de 50 milhões de dólares por informações sobre os autores da ação.

Até então a Rússia vinha minimizando as afirmações de países ocidentais de que o incidente, em que 224 pessoas foram mortas em 31 de outubro, fora um ataque terrorista, dizendo que era importante deixar que a investigação oficial fizesse seu trabalho.

Mas, em uma reunião no Kremlin tarde da noite na segunda-feira três dias depois que militantes islâmicos armados e suicidas mataram 129 pessoas em Paris, Alexander Bortnikov, o chefe do FSB, disse em um encontro com a presença de Putin que vestígios de explosivos de fabricação estrangeira tinham sido encontrados em destroços do avião e em pertences pessoais dos passageiros.

“De acordo com uma análise feita pelos nossos especialistas, uma bomba caseira contendo até 1 quilo de TNT explodiu durante o vôo, levando o avião a se partir em pleno ar, o que explica o fato de partes da fuselagem estarem espalhadas por uma distância tão grande”, disse Bortnikov.

“Podemos dizer de forma inequívoca que foi um ato terrorista”, acrescentou Bortnikov, em um vídeo divulgado nesta terça de manhã.

Autoridades egípcias prenderam dois funcionários do aeroporto de Sharm al-Sheikh por ligação com a derrubada do avião de passageiros, disseram duas fontes da área de segurança nesta terça.

“Dezessete pessoas estão detidas, duas delas são suspeitas de terem ajudado quem quer que tenha plantado a bomba no avião no aeroporto de Sharm al-Sheikh”, disse uma das fontes. 

O Airbus A321, operado pela companhia aérea Metrojet, levava turistas russos de volta de Sharm al-Sheikh para São Petersburgo quando se rompeu sobre a Península do Sinai, causando a morte de todos a bordo.

Um grupo filiado ao Estado Islâmico assumiu a responsabilidade, mas até esta terça-feira a Rússia vinha dizendo que um ato de terrorismo era somente uma das possibilidades.

Putin solicitou um minuto de silêncio em homenagem às vítimas no Kremlin antes de dizer aos chefes militares e de segurança que o incidente foi um dos crimes mais sangrentos da história da Rússia moderna e ordenar que a Força Aérea intensifique a ofensiva na Síria em represália.

“O trabalho militar de nossa Força Aérea na Síria não deve simplesmente continuar”, disse. “Deve ser intensificado de tal forma que os criminosos entendam que a retaliação é inevitável”.

Reportagem adicional de Maria Kiselyova, Vladimir Soldatkin e Daria Korsunksya em Moscou

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