18 de Novembro de 2015 / às 09:55 / em 2 anos

Polícia busca suposto mentor de ataques e subúrbio de Paris tem tiros e explosões

SAINT DENIS, França (Reuters) - Tiros e explosões atingiram a área de Saint Denis, subúrbio de Paris, na madrugada desta quarta-feira, à medida que a polícia francesa cercou um apartamento onde estaria escondido um militante islâmico belga, que supostamente arquitetou os ataques de sexta-feira na capital francesa.

Membros das forças especiais da França durante operação em Saint Denis. 18/11/2015 REUTERS/Christian Hartmann

Uma mulher morreu após detonar uma bomba no local, informou o escritório da procuradoria francesa, acrescentando que três pessoas no apartamento foram presas, assim como duas outras em áreas próximas.

Uma fonte judicial disse que uma segunda pessoa morreu em uma operação durante a madrugada, mas não houve confirmação oficial imediata.

Policiais e soldados fortemente armados tomaram as ruas de Saint Denis, escolas e lojas foram fechadas e moradores do centro do distrito foram ordenados a ficar em casa.

Fontes policiais e da Justiça disseram que o alvo da operação era o militante islâmico Abdelhamid Abaaoud, suspeito de ser o mentor dos ataques que deixaram 129 mortos na capital francesa.

Cinco horas após os primeiros tiros em Saint Denis, ainda não havia confirmação de que ele estava mesmo na área.

Moradores falaram sobre medo e pânico quando os tiros começaram pouco antes das 4h30 da manhã (horário local).

“Vimos balas voando e miras a laser pela janela. Houve explosões. Você podia sentir o prédio inteiro tremer”, disse Sabrine, moradora de um apartamento em um andar abaixo de onde pelo menos um suposto atirador estava escondido.

Ela disse à rádio Europe 1 que ouviu as pessoas no apartamento conversando, correndo e carregando armas.

Três oficiais da polícia e um pedestre ficaram feridos na operação, que ocorreu próxima ao estádio Stade de France, um dos alvos dos ataques de 13 de novembro.

Os ataques coordenados a tiros e bombas mataram 129 pessoas, na pior atrocidade na França desde a Segunda Guerra Mundial. Investigadores relacionaram os ataques a uma célula militante na Bélgica, que possuía contato com o Estado Islâmico na Síria.

O grupo reivindicou responsabilidade pelas mortes, dizendo que foi uma retaliação pelas operações aéreas francesas na Síria e Iraque ao longo do último ano.

A França pediu por uma aliança global para derrotar os radicais e realizou três grandes ataques aéreos em Raqqa, capital de facto do Estado Islâmico na Síria.

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