18 de Novembro de 2015 / às 14:47 / 2 anos atrás

Chefe da polícia alemã alerta que número de militantes islâmico em potencial está aumentando

Chefe da polícia da Alemanha, Holger Muench, dá entrevista coletiva em Berlim. 06/10/2015 REUTERS/Fabrizio Bensch

MAINZ, Alemanha (Reuters) - A quantidade de possíveis terroristas islâmicos está aumentando, o que representa um grande desafio à segurança alemã, disse o chefe da polícia da Alemanha nesta quarta-feira.

Holger Muench afirmou que atualmente a corporação de seu país sabe a respeito de cerca de 750 pessoas da Alemanha que viajaram à Síria e ao Iraque. Aproximadamente um terço delas voltou, segundo ele.

Falando no momento em que os temores com a segurança crescem em toda a Europa em função dos ataques de sexta-feira passada em Paris, que mataram pelo menos 129 pessoas, Muench disse ver dois grandes desafios.

“Primeiro, o caráter internacional do fenômeno e a rede global de perpetradores islâmicos”, detalhou Muench, presidente da Polícia Federal (BKA, na sigla em alemão), em uma conferência de segurança na cidade de Mainz.

“E em segundo, o número crescente de perpetradores em potencial nesta área e a questão de como iremos enfrentar isto.”

Muench disse que cerca de um quinto das 750 pessoas que foram à Síria e ao Iraque são mulheres que agora vivem nos dois países.

“Quanto maior o número de pessoas, mais difícil é para a polícia manter perpetradores em potencial sob controle e evitar crimes”, declarou.

A Europa ficou abalada com os atentados terroristas contra a capital francesa, que o Estado Islâmico reivindicou. Nesta quarta-feira, a polícia da França fez uma batida em um apartamento parisiense, cercando um edifício onde se acreditava que um militante islâmico suspeito de ser o mentor dos ataques estava escondido.

Na terça-feira, um amistoso de futebol entre Alemanha e Holanda foi cancelado, e dois voos da companhia aérea Air France que partiram dos Estados Unidos rumo a Paris foram desviados durante várias horas por causa de ameaças de bomba.

Muench disse que no momento não há indícios de que grupos jihadistas estão se aproveitando do enorme fluxo de refugiados chegando à Alemanha para “trazer terroristas” para o país.

Por Christoph Steitz

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