November 20, 2015 / 3:25 PM / 3 years ago

Comandos invadem hotel do Mali atacado por militantes; dezenas de reféns são soltos

BAMAKO (Reuters) - Comandos malineses invadiram nesta sexta-feira um hotel de luxo em Bamako, capital do Mali, depois que homens armados islamistas fizeram 170 pessoas reféns, incluindo muitos estrangeiros. O país, uma ex-colônia francesa, há anos enfrenta ataques de rebeldes aliados da rede Al Qaeda.

Um grupo jihadista africano afiliado à Al Qaeda, o Al-Mourabitoun, assumiu a responsabilidade pelo ataque em uma mensagem no Twitter.

Há informações de que dezenas de pessoas escaparam ou foram libertadas pelos comandos, mas pelo menos três foram mortas. Segundo uma fonte do setor de segurança, quando as forças especiais foram ao seu encalço os militantes se entrincheiraram no sétimo andar.

A televisão estatal mostrou imagens de soldados em uniforme de camuflagem empunhando fuzis AK47s no saguão do Radisson Blu, um dos hotéis mais elegantes de Bamako. No fundo, um corpo jazia sob um cobertor marrom na base de um lance de escadas.

O ministro da Segurança Interna, coronel Salif Traoré, disse que três pessoas foram mortas e duas feridas pelos pistoleiros, que sobrepujaram os seguranças na entrada do hotel às 7h no horário local (5h em Brasília), atirando para todos os lados, aos gritos de “Allahu Akbar” (Deus é Grande, em árabe).

Ocasionais rajadas de tiros eram ouvidas quando os agressores vasculhavam o edifício de sete andares, sala por sala, andar por andar, disseram à Reuters uma fonte do alto escalão da segurança do Mali e uma testemunha.

De acordo com a televisão estatal, 80 reféns deixaram o edifício ao meio-dia, mas uma hora depois o site do hotel informou que 124 clientes e 13 funcionários ainda estavam lá dentro.

Algumas pessoas foram libertadas pelos atiradores depois de provar que poderiam recitar versículos do Alcorão, enquanto outras foram retiradas pelas forças de segurança ou conseguiram escapar por conta própria.

Um dos reféns resgatados, o famoso cantor guineense Sékouba ‘Bambino’ Diabaté, disse ter ouvido dois dos agressores falando em inglês quando revistavam o quarto ao lado do dele.

“Ouvimos tiros vindos de área de recepção e não me atrevi a sair do meu quarto, pois parecia que não eram pistolas simples. Eram tiros de armas militares”, declarou Diabaté à Reuters, por telefone.

“Os atiradores entraram no quarto ao lado do meu. Ainda fiquei escondido debaixo da cama, não fazendo barulho”, disse. “Ouvi dizerem em inglês ‘Você carregou?’, ‘Vamos lá’”.

Segundo o site do jornal francês Le Monde, ele observou que os homens tinham falado com um sotaque nigeriano.

O ataque ao hotel, que fica a oeste do centro da cidade, perto de ministérios do governo e representações diplomáticas, ocorreu uma semana depois que militantes do Estado Islâmico mataram 129 pessoas em Paris, levantando temores de que os cidadãos franceses estavam sendo especificamente visados.

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