20 de Novembro de 2015 / às 20:36 / em 2 anos

Militantes podem ter realizado atentados em Paris com US$7.500

LONDRES - Os militantes que mataram 130 pessoas em Paris na sexta-feira passada, desencadeando ondas de ataques aéreos na Síria e alertas de segurança em todo o mundo, podem ter gasto meros 7.500 dólares para realizar os atentados.

Vários líderes mundiais se apressaram em adotar ações para coibir o financiamento do terrorismo após o massacre de 13 de novembro, que o Estado Islâmico assumiu ter cometido dizendo se tratar de uma retaliação pelas ações militares no Iraque e na Síria.

Em poucos dias, França e Bélgica anunciaram um bilhão de euros em medidas de segurança adicionais.

Em comparação, os atentados exigiram pouco mais que rifles de assalto Kalashnikov e munição, cinturões de explosivos improvisados e carros e apartamentos de aluguel, um lembrete de quão pouco é preciso para matar indiscriminadamente e semear medo e confusão.

Os atentados de 11 de setembro de 2001 em Washington e Nova York custaram entre 400 mil e 500 mil dólares, de acordo com a comissão independente do caso, valor que cobriu o treinamento dos pilotos que sequestraram os aviões, voos e despesas de moradia durante um longo período de treinamento e preparação.

Um cálculo feito pela Reuters estimou que as ações em Paris --que vitimaram sobretudo jovens que aproveitavam uma noite de sexta-feira em bares, restaurantes, no estádio Stade de France e na casa de shows Bataclan-- pode ter custado cerca de 2 por cento desse montante.

A parte mais sofisticada do ataque, a confecção dos cinturões de explosivos, só teria requerido materiais dos mais baratos. Fontes de segurança disseram que eles devem ter ficado a cargo de um fabricante de bombas experiente que provavelmente não foi um dos agressores.

Todos os sete agressores de Paris vestiam e usaram cinturões com conjuntos de detonação TATP, uma bateria e um botão de acionamento idênticos, informou a polícia francesa.

Por Mike Holden, Mark Trevelyan e Lisa Barrington em Londres, Brian Love e Sybille de La Hamide em Paris e Lefteris Karagiannopoulos em Atenas

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