25 de Novembro de 2015 / às 14:41 / 2 anos atrás

Surpreso com prisão de Delcídio, Planalto corre para escolher líder interino e evitar paralisia

BRASÍLIA (Reuters) - O Palácio do Planalto foi pego totalmente de surpresa pela prisão do líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), nesta quarta-feira, e tenta agora decidir, o mais rapidamente possível, quem assumirá a liderança interinamente para evitar uma paralisia nas votações do Senado, de acordo com fontes do Palácio do Planalto.

Presidente Dilma Rousseff aguarda chegada de chanceler alemã, Angela Merkel, no Palácio do Planalto 20/8/2015 REUTERS/Ueslei Marcelino

São quatro os vice-líderes do governo na Casa --Paulo Rocha (PT-PA), Wellington Fagundes (PR-MT), Telmário Mota (PDT-RR) e Hélio José (PSD-DF).

Em reunião pela manhã entre os ministros da Casa Civil, Jaques Wagner, e o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, o nome do senador Paulo Rocha foi, ao menos por enquanto, descartado.

O Planalto ainda avalia o impacto da prisão de Delcídio. Nesta manhã, a presidente Dilma Rousseff chamou Berzoini ao Palácio da Alvorada e o incumbiu de negociar a nomeação do novo líder no Senado, que será interino até o governo ter uma noção mais clara da situação de Delcídio.

Os ministros passaram a manhã tentando obter mais informações sobre as acusações ao senador e sua real situação.

Delcídio foi preso pela Polícia Federal por suspeita de obstruir o andamento da operação Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção na Petrobras.

O ministro Teori Zavascki, responsável pelas ações decorrentes da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), disse que Delcídio foi acusado de ter supostamente negociado oferta de fuga ao ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró em troca de silêncio nas investigações da operação.

A prisão de Delcídio acontece em um momento em que o governo precisa aprovar matérias importantes no Legislativo, como por exemplo a mudança da meta fiscal deste ano. Caso o Planalto não consiga alterar a meta de 2015 e encerre o ano com um déficit, poderá incorrer em crime de responsabilidade fiscal.

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