12 de Janeiro de 2016 / às 12:56 / em 2 anos

Em último discurso de Estado da União, Obama vai definir metas finais e promover legado

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai apresentar nesta terça-feira a agenda para seu ano derradeiro no cargo e além, durante seu último discurso sobre o Estado da União, que será focado em angariar apoio para o tratado de comércio entre países do oceano Pacífico, as leis de controle de armas e o fechamento da prisão de Guantánamo.

Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na Casa Branca em Washington. 10/12/2015 REUTERS/Jonathan Ernst

Marcado para as 23h (horário de Brasília), o discurso em uma sessão conjunta do Congresso vai ser uma das últimas oportunidades de Obama ter voltada para si a atenção de milhões de norte-americanos antes de ser eclipsado pelos candidatos a sucedê-lo.

O mundo político vai se voltar inteiramente para o discurso. Ele deve se ater a temas sobre seu legado e manter-se afastado de novas propostas legislativas, uma vez que estas estão sendo apresentadas diretamente pelos candidatos democratas em campanha presidencial.

Assessores disseram que ele vai oferecer uma visão mais otimista da situação dos EUA, em comparação com as sombrias avaliações expressadas por candidatos republicanos à Presidência.

O porta-voz da Casa Branca Josh Earnest culpou, na segunda-feira, uma “avalanche de negatividade” dos candidatos republicanos pelas pesquisas nas quais muitos norte-americanos afirmam que o país está no caminho errado.

“O presidente vê isso como uma oportunidade de falar ao país de modo direto sobre os desafios que enfrentamos e as oportunidades que estão à disposição”, disse Earnest.

Obama deve exaltar o acordo nuclear com o Irã e a melhora nas relações entre Cuba e os EUA como grandes conquistas, e também exortar o Congresso a apoiar uma reforma penal, o acordo comercial transpacífico e o fechamento da prisão militar dos EUA em Guantánamo, Cuba.

Ele também deve colocar em discussão a luta dos EUA contra o Estado Islâmico, que tem sofrido críticas dos republicanos por ser insuficiente.

A Casa Branca quer retratar Obama como sendo o responsável por determinar a agenda política, mesmo em meio à campanha presidencial, com metas, tais como o controle de armas, que vão perdurar para além de seu mandato. Na semana passada, ele anunciou medidas do Executivo para endurecer as regras de posse de armas.

Como de costume, a primeira-dama Michelle Obama vai receber nos assentos reservados durante o discurso pessoas que refletem as prioridades do presidente. Entre os convidados deste ano estão a presidente-executiva da Microsoft, Satya Nadella, e um refugiado sírio que hoje mora no Estado de Michigan.

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