18 de Janeiro de 2016 / às 20:54 / em 2 anos

Petrobras vai abaixo de R$5 e Bovespa recua 1,64%

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da Bovespa fechou em queda nesta segunda-feira, renovando mínimas desde 2009, com as ações preferenciais da Petrobras recuando para abaixo de 5 reais pela primeira vez desde 2003, conforme o petróleo renovou mínimas em 12 anos.

O feriado nos Estados Unidos pelo Dia de Martin Luther King reduziu a liquidez no pregão local, também marcado pelo vencimento dos contratos de opções sobre ações.

O Ibovespa caiu 1,64 por cento, a 37.937 pontos, mínima desde 9 de março de 2009.

O volume financeiro somou 4,8 bilhões de reais, sendo que 1,9 bilhão de reais correspondem ao giro do exercício de opções.

“Petrobras seguiu pressionada pelo petróleo, enquanto Vale refletiu a cautela a algum possível número ruim da China na pauta prevista para esta madrugada”, afirmou o chefe da mesa de renda variável da corretora de um banco em São Paulo.

Estão previstos para serem divulgados os dados sobre o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) da China no quarto trimestre de 2015, além da produção industrial e das vendas do varejo em dezembro.

DESTAQUES

- PETROBRAS fechou com as ações preferenciais em queda de 7,16 por cento, a 4,80 reais, mínima desde o final de junho de 2003, diante de nova queda dos preços do petróleo, após o fim de sanções ao Irã. Os papéis também vêm sendo pressionados pelo risco de necessidade de capitalização da companhia, além dos níveis de endividamento e dificuldades ligadas ao plano de desinvestimentos. Investigações relacionadas à petroleira também figuram entre as prioridades da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). As ações ordinárias caíram mais de 6,1 por cento, a 6,30 reais, cotação mínima desde o final de agosto de 2003.

- VALE encerrou com as preferenciais de classe A em queda de 4,66 por cento, a 6,95 reais, enquanto os papéis ordinários caíram 5,12 por cento, para 8,89 reais, mínimas de fechamento desde meados de julho de 2004. O movimento ocorreu apesar da alta dos preços do minério de ferro na China, com agentes financeiros cautelosos antes da divulgação de dados da atividade na China nesta madrugada. O governo brasileiro também informou que a mineradora e a anglo-australiana BHP Billiton propuseram acordo para a recuperação da bacia do Rio Doce, afetada pelo rompimento de uma barragem da Samarco, joint venture das duas empresas. A ministra do Meio Ambiente disse que o acordo, se firmado, deverá envolver formas de financiar essa recuperação, e o governo tem como referência o valor de 20 bilhões de reais.

- CYRELA BRAZIL REALTY cedeu 1,66 por cento, após divulgar dados considerados fracos por analistas sobre as vendas de imóveis no quarto trimestre. Nos últimos três meses do ano, as vendas caíram 55,3 por cento, para 844 milhões de reais.

-SABESP saltou 6,95 por cento, liderando as altas do Ibovespa, ainda sob efeito da melhora no cenário de oferta hídrica. Também no radar estava a chance aumento da tarifa da indústria e dos mais ricos, conforme reportagem do jornal Valor Econômico, e relatório do Credit Suisse elevando o papel para “outperform” e o preço-alvo para 24 reais.

- AMBEV caiu 2,11 por cento, também pressionado o Ibovespa, em razão da elevada fatia que detêm na composição do índice.

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