21 de Janeiro de 2016 / às 14:18 / em 2 anos

Putin provavelmente aprovou assassinato de ex-agente da KGB, diz inquérito britânico

LONDRES (Reuters) - O presidente russo, Vladimir Putin, provavelmente aprovou uma operação de inteligência russa para assassinar o ex-agente da KGB Alexander Litvinenko, disse o juiz que liderou a investigação britânica sobre o assassinato de 2006 em Londres.

Marina Litvinenko, viúva de ex-agente da KGB, posa com uma cópia do inquérito sobre a morte de Litvinenko ao lado do filho em Londres. 21/01/2016 REUTERS/Toby Melville

Havia um antagonismo pessoal entre os dois homens, e Putin e membros de sua administração tinham motivos para matá-lo, apontou o inquérito.

Litvinenko, de 43 anos, um crítico de Putin que fugiu da Rússia seis anos antes de seu assassinato, morreu depois de beber chá verde contaminado com o isótopo radioativo raro polônio-210, em um hotel de Londres.

Os responsáveis pelo envenenamento foram o ex-guarda-costas da KGB Andrei Lugovoi, que virou deputado, e o compatriota russo Dmitry Kovtun, de acordo com o relatório do juiz Robert Owen. Os dois homens negaram envolvimento.

“A operação do FSB (serviço de segurança russo) para matar o sr. Litvinenko foi provavelmente aprovada pelo sr. (Nikolai) Patrushev, então diretor do FSB, e também pelo presidente Putin”, disse Owen.

“Concluí que há uma grande probabilidade de que quando o sr. Lugovoy envenenou o sr. Litvinenko, ele o fez sob ordens do FSB. Concluí ademais que o sr. Kovtun também agiu sob orientação do FSB”, afirmou o juiz.

O juiz disse ter certeza de que Lugovoy e Kovtun foram quem colocaram o polônio-210 em um bule de chá no Pine Bar do hotel Millenium, em 1º de novembro de 2006.

Traços da substância altamente radioativa foram encontrados em vários pontos da cidade.

O Kremlin sempre negou qualquer envolvimento, mas a alegação de que Putin ordenou diretamente o assassinato de um oponente com um isótopo radioativo em uma grande capital ocidental foi imediatamente criticada por Moscou.

O Ministério das Relações Exteriores russo criticou a investigação britânica do caso como politizada, parcial e obscura.

Richard Horwell, o advogado que representou a polícia de Londres, disse no inquérito que o Estado russo pode ter tido várias razões para matar Litvienko, incluindo sua deserção para a Grã-Bretanha, suas acusações sobre a corrupção no Kremlin, sua simpatia pelos separatistas chechenos e suas declarações sobre o estilo de vida de Putin.

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