26 de Janeiro de 2016 / às 17:53 / em 2 anos

EUA emitem diretrizes para tratamento de recém-nascidos expostos ao Zika

CHICAGO (Reuters) - Autoridades de saúde dos Estados Unidos emitiram nesta terça-feira diretrizes preliminares para profissionais do país responsáveis pelo tratamento de bebês recém-nascidos de mães que viajaram ou viveram em áreas com transmissão do Zika vírus durante a gravidez.

As diretrizes determinam que pediatras trabalhem junto com obstetras que tratam de grávidas expostas ao Zika vírus durante a gravidez, além de realizar o monitoramento fetal por meio de ultrassonografias e exames de crianças com sinais de microcefalia.

As diretrizes surgiram depois de milhares de crianças brasileiras nascerem com microcefalia, que se acredita ter relação com infecções do Zika. Em estudos do atual surto no Brasil, material genético do vírus Zika foi identificado em análises de tecido cerebral, placenta e líquido amniótico de várias crianças com microcefalia e em fetos abortados de mulheres infectadas com o vírus.

Embora a transmissão do Zika ainda não tenha sido relatada nos EUA, os mosquitos que transmitem a infecção são endêmicos em regiões norte-americanas específicas, e especialistas acreditam que a transmissão é provável nos próximos meses, à medida que o clima esquentar no hemisfério norte.

Nas diretrizes fornecidas aos pediatras, o Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês) recomenda que os bebês com microcefalia nascidos de mulheres expostas ao Zika durante a gravidez sejam testados para se detectar a presença do vírus.

Para os bebês sem microcefalia cujas mães tiveram um exame positivo ou inconclusivo do vírus, as diretrizes são de que as crianças sejam testadas para se verificar uma possível infecção do Zika.

As recomendações também informam aos médicos norte-americanos que o Zika é uma enfermidade de notificação nacional, o que significa que casos suspeitos devem ser relatados aos departamentos de saúde estaduais e territoriais.

Não existem tratamentos nem vacinas para a infecção do Zika.

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