26 de Janeiro de 2016 / às 22:14 / em 2 anos

Governo prepara estratégia internacional sobre Zika para evitar impacto na Olimpíada

BRASÍLIA (Reuters) - O governo brasileiro prepara uma campanha internacional de esclarecimento sobre os efeitos do Zika vírus e o que está sendo feito para controlar a epidemia, com a intenção de evitar o impacto da doença nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em agosto deste ano, confirmaram à Reuters nesta terça-feira três fontes do governo.

Agente municipal se prepara para jogar inseticida no Sambódromo, no Rio de Janeiro. 26/01/2016 REUTERS/Pilar Olivares

A estratégia ainda não está completamente definida, mas passa por campanhas em agências de viagens e ocupação de redes sociais como Facebook e Twitter, criando hashtags que tratem do assunto. Serão traduzidos textos sobre o combate ao Aedes aegypti, os riscos da doença e como fazer para evitá-las.

“O governo precisa falar dos riscos, dizer o que está fazendo e mostrar que tem controle da situação. Esse vai ser o tom”, explicou uma das fontes sob condição de anonimato.

O governo tem receio que o vírus, apontado como causa dos quase 4 mil casos suspeitos de microcefalia em bebês registrados até agora, tenha impacto no número de visitantes que planejam vir ao Brasil para os Jogos do Rio –daí a intenção de fazer uma estratégia de campanha com as agências de turismo– e também o risco para os atletas que participarão dos jogos.

“Claro que há uma preocupação. Por isso é preciso um combate intensivo em todo o Brasil e nos locais dos jogos especialmente”, disse à Reuters uma fonte de alto escalão do governo, que confirmou também a decisão do Planalto de fazer a campanha.

A expectativa do governo é que 350 mil pessoas visitem o Rio de Janeiro durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, mas chegou-se a falar em um acréscimo de 1 milhão de turistas em todo o Brasil, por conta da divulgação do evento esportivo.

O Rio de Janeiro, sede dos Jogos, é um dos Estados que já registraram casos de Zika vírus. Além disso, todo o Estado tem histórico de dificuldades em controlar a infestação do mosquito Aedes aegypti. No último Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), feito pelo Ministério da Saúde em novembro de 2015, a capital fluminense era uma das oito classificadas em nível de alerta.

A incidência da dengue, transmitida pelo mesmo mosquito, aumentou de 43 casos por 100 mil habitantes em 2014 para 361 por 100 mil em 2015. A Olimpíada, no entanto, acontece em agosto, período de menor circulação do mosquito.  

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