3 de Fevereiro de 2016 / às 16:32 / 2 anos atrás

Especialistas dos EUA visitarão Brasil na próxima semana para começar pesquisa de vacina do Zika

Ministro da Saúde, Marcelo Castro, concede entrevista coletiva sobre o Zika vírus em Montevidéu. 03/02/2016 REUTERS/Andres Stapff

MONTEVIDÉU (Reuters) - Especialistas dos Estados Unidos viajarão ao Brasil na semana que vem para iniciar o trabalho de desenvolvimento de uma vacina contra o Zika vírus, que é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, informou o ministro da Saúde, Marcelo Castro, nesta quarta-feira.

Castro fez a declaração durante reunião com ministros de toda a América do Sul para discutir o que a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou como emergência internacional de saúde pública, e como a região pode coordenar sua luta contra o vírus.

O Zika vem sendo relacionado a casos de microcefalia em recém-nascidos no Brasil e está se disseminando rapidamente nas Américas.

“No dia 11 de fevereiro, especialistas técnicos dos EUA chegarão ao Brasil para realizar uma reunião de alto nível na qual determinarão os primeiros passos e o cronograma do desenvolvimento da vacina”, disse Castro na sede do Mercosul, na capital uruguaia, Montevidéu.

Atualmente não existe cura nem vacina para o Zika.

O Brasil é o país mais atingido pelo vírus. Na terça-feira, a presidente Dilma Rousseff disse que Brasil e EUA irão agir juntos para desenvolver uma vacina contra o Zika.

Produzir uma vacina segura, entretanto, é um desafio repleto de obstáculos, e a aprovação técnica do medicamento pode levar anos.

“Até que (uma vacina) seja desenvolvida, só temos uma opção: eliminar o mosquito, e a melhor maneira de fazê-lo é evitar que o mosquito nasça destruindo seus locais de procriação”, disse o ministro.

De acordo com a OMS até 4 milhões de pessoas podem ser infectadas pelo Zika nas Américas.

Castro exortou os governos latino-americanos a fortalecerem a cooperação, dizendo que a região precisa “trocar informações, fazer alianças e discutir que ação coordenada podemos adotar para controlar esta epidemia”.

Ministros de Argentina, Uruguai, Paraguai, Venezuela, Chile, Bolívia, Equador, Peru, Suriname, México, Costa Rica e República Dominicana foram convidados para o encontro. 

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