17 de Fevereiro de 2016 / às 20:04 / em 2 anos

Picciani é reeleito líder do PMDB na Câmara e dá alívio ao Planalto

BRASÍLIA (Reuters) - O deputado Leonardo Picciani (RJ), aliado do governo da presidente Dilma Rousseff, foi reeleito nesta quarta-feira líder do PMDB na Câmara dos Deputados, em um resultado que deu alívio ao Palácio do Planalto.

Líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Leonardo Picciani, dá entrevista coletiva em Brasília. 07/12/2015 REUTERS/Ueslei Marcelino

Picciani derrotou por 37 votos a 30 o deputado Hugo Motta (PB), candidato do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), desafeto declarado do governo.

A reeleição de Picciani como líder da maior bancada da Câmara traz alívio ao Planalto, que encampa uma queda de braço com Cunha e enfrenta a ameaça de abertura de um processo de impeachment contra a Dilma.

Na véspera da eleição, Cunha havia dito que se Picciani ganhasse, seria uma vitória “artificial”.

A disputa pela liderança teve ainda um gesto de apoio do ministro da Saúde, Marcelo Castro, que acabou ensejando críticas, uma vez que ele pediu exoneração do cargo nesta quarta-feira para votar em Picciani e, posteriormente, reassumir a pasta, em meio a uma crise no país por causa do avanço do Zika vírus e dos casos de microcefalia em bebês recém-nascidos.

Castro engrossou a corrente do partido favorável a Picciani. Pelo menos outros dois deputados peemedebistas fizeram o mesmo, deixando postos no governo do Estado e do município do Rio de Janeiro para votar pela recondução de Picciani.

Após chegar à Câmara para a eleição, Castro motivou um protesto. Manifestantes lançaram uma chuva de papéis com as imagens do mosquito Aedes aegypti, transmissor do Zika vírus, da dengue e da febre chikungunya, e pessoas com máscaras imitando a aparência do vetor e portando raquetes elétricas para matar insetos chegaram a entrar no plenário, mas foram retiradas.

Picciani reassume o comando de uma bancada que, embora numerosa, encontra-se dividida, e terá de mostrar lealdade ao Planalto nas batalhas que enfrentará no Congresso.

O racha entre deputados peemedebistas ficou mais evidente durante a escolha, no ano passado, de nomes da bancada para compor uma comissão especial da Câmara que analisará o pedido de impeachment. O desentendimento chegou ao ponto crítico em que integrantes do partido contrários ao governo destituíram Picciani da liderança por oito dias.

Reportagem de Maria Carolina Marcello

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