21 de Fevereiro de 2016 / às 19:42 / em 2 anos

Exército líbio anuncia avanços nas cidades de Benghazi e Ajdabiya

BENGHAZI (LÍBIA), 21 Fev (Reuters) - Forças armadas leais ao governo instituído no leste da Líbia afirmaram neste domingo que conseguiram deter combatentes islâmicos em várias áreas de Benghazi, cercando o porto estratégico de Marisa.

O Exército Nacional Líbio disse que tomou a cidade de Ajdabiya, cerca de 150 quilômetros ao sul de Benghazi, outra cidade que vinha sendo disputada com grupos islamitas radicais.

A Líbia vem sofrendo com um conflito interno que data da derrubada do então presidente Muammar Gadaffi, em 2011, com facções armadas que apóiam governos rivais em Trípoli e no leste do país disputando o poder e a partilha da riqueza do país oriunda do petróleo.

Combatentes islamitas se valeram do vácuo na segurança do país para expandirem presença, e homens leais ao Estado Islâmico controlam a cidade de Sirte, a oeste de Ajdabiya.

Benghazi, segunda maior cidade da Líbia, já testemunhou alguns dos maiores conflitos, com a violência aumentando a níveis alarmantes desde que o comandante militar Khalifa Haftar lançou uma ofensiva em 2014 contra os islamitas e outros grupos armados.

Munthir al-Khartoush, porta-voz do Batalhão 309 do exército, disse que, além do porto de Marisa, foi tomado também o bairro de Al-Halis, nas proximidades, e foram registrados avanços no distrito de Boatni, onde também houve conflito armado no sábado.

Ao menos três soldados e 15 combatentes islamitas foram mortos nos confrontos do sábado, de acordo com as forças armadas.

Marisa pode representar um ganho significativo para o exército, já que os grupos dissidentes do país têm recebido encomendas de armas através do porto. “Nós cortamos completamente todo o abastecimento voltado para a linha de frente dos grupos islamitas à oeste de Benghazi, ao capturarmos o porto de Marisa”, disse Khartoush.

Em Ajdabiya, o porta-voz do exército, Akram Bouhaliqa, afirmou que o exército tirou combatentes islamitas da área próxima à Galouz e à zona industrial, os últimos redutos que eles mantinham. Um morador da cidade também confirmou à Reuters que o exército havia tomado a cidade.

Três soldados foram mortos nos confrontos deste domingo, disse Bouhaliqa. Uma fonte de um hospital em Ajdabiya afirmou que 65 pessoas foram mortas e outras 140 foram feridas em combate nos últimos dois meses.

A violência aumenta à medida em que o governo de transição nomeado pelas Nações Unidas tenta receber aprovação do parlamento da Líbia, reconhecido internacionalmente, no leste. Há dois dias, um ataque aéreo dos Estados Unidos que pretendia eliminar alvos de um suposto campo de treinamento do Estado Islâmico na cidade de Sabratha, à oeste, matou cerca de 50 pessoas, incluindo duas pessoas da embaixada sérvia sequestradas na Líbia em novembro.

Por Ayman al-Warfalli

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