29 de Fevereiro de 2016 / às 16:18 / em 2 anos

Cardozo deixará o cargo até 3ª-feira, dizem fontes

Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em entrevista com a Reuters em Brasília. 24/11/2015 REUTERS/Ueslei Marcelino

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, vai deixar o cargo até terça-feira, disseram à Reuters duas fontes do Palácio do Planalto nesta segunda-feira, em meio a pressões e críticas pelas investigações da operação Lava Jato.

Cardozo já havia manifestado vontade de deixar o ministério, diante de pressões devido ao rumo de investigações da Polícia Federal, subordinada a sua pasta, mas acabou permanecendo a pedido da presidente Dilma Rousseff. O ministro participa de reunião com Dilma na manhã desta segunda-feira, no Planalto, para tratar de seu futuro no governo.

O nome de Cardozo, segundo uma das fontes, está sendo considerado para assumir a Advocacia-Geral da União, no lugar de Luís Inácio Adams, que deve deixar o cargo.

A outra fonte, que também pediu anonimato, disse que um dos possíveis nomes para substituir Cardozo na Justiça é o do procurador-geral-adjunto do Ministério Público da Bahia Wellington César Lima e Silva. Inicialmente, o procurador havia sido cotado para a AGU, mas não teria o perfil para o posto, segundo a fonte. Ele já esteve em Brasília e se reuniu com o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, segundo essa fonte.

Cardozo é alvo constante de críticas pelo avanço das operações da Polícia Federal sobre políticos, acusado de não ter controle. Em entrevista à Reuters, em novembro do ano passado, o ministro disse que seus detratores têm um “viés autoritário” e não percebem que o Brasil vive em uma democracia.

“Para não ser injusto eu diria que são críticas de setores do meu partido e da oposição. Porque quando a investigação resvala em alguém da oposição eu recebo a acusação de que eu estou instrumentalizando o partido. Quanto a investigação resvala em gente da base governista, dizem que eu não controlo”, afirmou na entrevista.

Na ocasião disse que não tinha planos de sair enquanto a presidente o quisesse no cargo, apesar de reconhecer que havia “fadiga de material” no ministério.

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