2 de Março de 2016 / às 18:33 / 2 anos atrás

Janot acusa Cunha de usar cargo para forçar pagamento de propina de ao menos US$ 5 mi

Janot, durante sessão no STF 25/2/2015 REUTERS/Ueslei Marcelino

BRASÍLIA (Reuters) - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sustentou em julgamento no STF nesta quarta-feira que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), se utilizou do mandato para cobrar pagamento de propinas em esquema de corrupção envolvendo a Petrobras e que teria recebido ao menos 5 milhões de dólares.

As acusações já constavam na denúncia oferecida pelo procurador-geral ao Supremo Tribunal Federal (STF), no ano passado, mas foram reafirmadas no tribunal nesta quarta-feira, quando a corte decide se o presidente da Câmara passa à condição de réu.

Para o procurador, o parlamentar recebeu a propina em esquema de corrupção da Petrobras envolvendo navios-sonda. Ao ter o pagamento interrompido, passou a utilizar seu mandato para pressionar pelo reestabelecimento da transação.

Janot disse ainda que acusações contra Cunha baseiam-se em provas, como registros em agendas, entradas em estacionamentos e dados de telefonia obtidos durante as investigações, e não apenas nas informações obtidas por meio de delações premiadas.

O presidente da Câmara nega as acusações e já declarou que teria “total” condição de permanecer no comando da Câmara, mesmo que passe à condição de réu no processo.

Reportagem de Maria Carolina Marcello

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