5 de Março de 2016 / às 17:48 / 2 anos atrás

Moro repudia incitação à violência e diz que condução coercitiva não é antecipação de culpa de Lula

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O juiz federal Sergio Moro, que autorizou o mandado de condução coercitiva contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como parte das investigações da operação Lava Jato na sexta-feira, lamentou neste sábado os confrontos ocorridos em manifestações contra e a favor de Lula e repudiou incitações à violência.

“Repudia este julgador, sem prejuízo da liberdade de expressão e de manifestação política, atos de violência de qualquer natureza, origem e direcionamento, bem como a incitação à prática de violência, ofensas ou ameaças a quem quer que seja, a investigados, a partidos políticos, a instituições constituídas ou a qualquer pessoa”, disse o juiz federal do Paraná em nota.

Manifestantes a favor e contra o ex-presidente fizeram protestos no aeroporto de Congonhas (SP), onde Lula depôs, e na frente de sua residência em São Bernardo do Campo e do Instituto Lula, também alvo de mandados de busca no âmbito das investigações. Houve confrontos entre os grupos rivais e a polícia interveio com cassetetes em alguns momentos.

Moro afirmou ainda na nota que a condução coercitiva faz parte de medidas investigatórias que visam apenas o esclarecimento da verdade, e não significa antecipação de culpa do ex-presidente.

Em seu despacho autorizando a Polícia Federal a levar Lula para prestar depoimento, o juiz concordou com a argumentação do Ministério Público Federal de que o mandado de condução coercitiva contra Lula era necessário por questões de segurança, já que um depoimento agendado do ex-presidente implicaria em maior chance de tumulto.

“Lamenta-se que as diligências tenham levado a pontuais confrontos em manifestação políticas inflamadas, com agressões a inocentes, exatamente o que se pretendia evitar”, acrescentou na nota deste sábado o juiz, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância.

Lula foi levado para depor na sexta-feira sob suspeita de ser beneficiário de crimes envolvendo a Petrobras, aproximando ainda mais a investigação do atual governo.

Por Pedro Fonseca

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