9 de Março de 2016 / às 18:08 / 2 anos atrás

Contenção do Zika exige outros métodos além da fumigação, diz OMS

Mosquitos Aedes aegypti 6/03/ 2016. REUTERS/Alvin Baez

GENEBRA (Reuters) - A fumigação em larga escala para eliminar mosquitos não conseguiu diminuir significativamente a disseminação da dengue e o mesmo pode acontecer com o Zika vírus, que vem sendo ligado a doenças neurológicas, disse a Organização Mundial de Saúde (OMS) nesta quarta-feira.

A ênfase deveria ser colocada na conscientização de famílias e comunidades para que se protejam e eliminem de seus lares os mosquitos portadores da moléstia, que se espalhou rapidamente pelo Brasil e pela América Latina, afirmou a entidade.

Liberar mosquitos modificados geneticamente ou irradiar os insetos também são possibilidades a ser estudadas, mas a avaliação de tais métodos deve ser feita com “extremo rigor”, alertou a OMS.

Um encontro de três dias entre especialistas determinou duas outras prioridades para pesquisas: acelerar o desenvolvimento de ferramentas para diagnosticar infecções de Zika e de vacinas para evitar a doença – mas eles disseram que os testes de vacina podem acontecer tarde demais para deter o atual surto.

    A diretora-geral-assistente da OMS, Marie-Paule Kieny, afirmou que os especialistas presentes disseram não haver indícios de que os métodos tradicionais de controle de mosquito tiveram qualquer impacto significativo na transmissão da dengue, um vírus aparentado ao Zika.

“Isto é importante, porque precisamos ter certeza de investir em intervenções que funcionem”, disse Marie-Paule em entrevista de imprensa. “Certamente vale a pena continuar tentando usar este método por falta de outras intervenções.”

Ela disse que o Aedes aegypti, espécie de mosquito que transmite o Zika, é a “barata dos mosquitos”, porque fica principalmente em ambientes fechados e é difícil de erradicar. Os esforços para controlá-lo precisam ser mais direcionados a comunidades e casas particulares.

“Aí veremos se funciona ou não”, disse ela.

    Na terça-feira, a OMS aconselhou gestantes a não viajarem a áreas com epidemias de Zika vírus devido ao risco em potencial de microcefalia, uma má-formação craniana em bebês.

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