9 de Março de 2016 / às 21:49 / em 2 anos

Brasil reduz medida da cabeça usada para diagnosticar microcefalia

Mãe acaricia filho com microcefalia em São José dos Cordeiros, na Paraíba. 16/2/2016. REUTERS/Ricardo Moraes

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O governo brasileiro, que luta contra o surto do Zika vírus, informou nesta quarta-feira que diminuiu o padrão de circunferência da cabeça usado para medir casos suspeitos de microcefalia, numa ação para alinhar as suas normas com as da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O Ministério da Saúde, atualizando um registro semanal de casos de microcefalia associados com o surto do Zika, afirmou que os bebês meninos com suspeita de terem nascido com a condição deveriam apresentar cabeça com circunferência equivalente ou menor do que 31,9 cm. Para as meninas, a medida é agora 31,5 cm, enquanto os bebês prematuros terão definição específica.

O Brasil trabalhava com uma circunferência de 32 cm para ambos os sexos para diagnosticar a microcefalia, uma má-formação cerebral de recém-nascidos.

”Estamos caminhando juntos e no caminho certo para descobrir e definir de forma cada vez mais específica todas as orientações em torno da microcefalia e do vírus Zika”, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Castro, em entrevista coletiva em Brasília.

Apesar de a relação entre a microcefalia e o vírus não ter sido ainda comprovada cientificamente, traços do vírus têm sido encontrados em testes dos fluídos corporais e tecidos de mães e bebês atingidos pelo problema.

As mudanças, a segunda revisão feita pelo Brasil nos seus parâmetros desde o início do surto no ano passado, são um esforço para adaptar o padrão do país às informações recentemente anunciadas pela OMS.

A OMS está trabalhando com o Brasil e outros países afetados para entender melhor a microcefalia e determinar as relações que ela tem com o vírus.

Casos suspeitos de microcefalia registrados antes das mudanças e com medidas superiores aos novos limites continuarão a ser investigados até terem uma confirmação positiva ou negativa, disse o ministério.

”Isso vai ajudar a evitar que crianças normais entrem nas estatísticas”, afirmou Wanderson Oliveira, coordenador do ministério para a resposta emergencial.

Por Paulo Prada

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