13 de Março de 2016 / às 21:31 / em 2 anos

Segundo ataque com carro-bomba em menos de um mês mata 32 na capital da Turquia

ANCARA (Reuters) - Um carro-bomba explodiu em um lotado terminal de transporte em Ancara neste domingo, matando pelo menos 32 pessoas e ferindo mais de 75, no segundo ataque deste tipo perpetrado no centro administrativo na capital turca em menos de um mês.

A explosão, que pode ser ouvida a vários quilômetros de distância, gerou uma chuva de detritos sobre a área localizada a poucas centenas de metros dos Ministérios da Justiça e do Interior, de uma corte superior e do antigo escritório do primeiro-ministro.

“Um total de 27 dos nossos cidadãos foram mortos quando um carro explodiu no Guven Park, em Kizilay, e cerca de 75 dos nossos cidadãos feridos foram levados para vários hospitais”, disse o gabinete do governador de Ancara em um comunicado.

Duas autoridades de segurança disseram mais tarde que o número de mortos subiu para 32 pessoas.

Uma autoridade sênior de segurança disse à Reuters que as conclusões iniciais sugerem que o ataque tinha sido realizado pelo Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) ou um grupo militante afiliado, mas não houve reivindicação imediata de responsabilidade. Um segundo oficial disse que o tiroteio foi ouvido após a explosão.

Um tribunal de Ancara ordenou a proibição de acesso ao Facebook, Twitter e outros sites na Turquia depois de imagens da explosão foram compartilhados nas redes sociais, disseram as emissoras CNN Turk e NTV.

Líderes europeus condenaram o bombardeio. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse que estava “chocado”. O chanceler francês, Jean-Marc Ayrault, descreveu como um “ataque covarde”.

A Turquia, membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte, enfrenta múltiplas ameaças de segurança. Como parte de uma coalizão liderada pelos Estados Unidos, está lutando contra o Estado Islâmico na Síria e no Iraque. A Turquia também luta contra militantes do PKK, onde um cessar-fogo dois anos e meio entrou em colapso em julho passado, desencadeando a pior onda de violência desde os anos 1990.

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