14 de Março de 2016 / às 13:08 / 2 anos atrás

Atividade econômica brasileira cai 0,61% em janeiro, no vermelho pelo 11o mês seguido

BRASÍLIA (Reuters) - O ano de 2016 começou com queda da atividade econômica, segundo dados do Banco Central divulgados nesta segunda-feira, dando continuidade à espiral de recessão em que o Brasil se encontra, sem dar sinais de estabilização em breve.

Mulher carregando sacola passa ao lado de placas com ofertas em mercado do Rio de Janeiro. 24 de setembro de 2015. REUTERS/Pilar Olivares

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), apresentou queda de 0,61 por cento na comparação com dezembro, de acordo com dados dessazonalizados.

O resultado representa o 11º mês seguido de perdas na atividade, e veio bem pior que a expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,1 por cento no mês.

O economista do Goldman Sachs Alberto Ramos afirmou em nota que o dado surpreendeu negativamente, e que a expectativa é de novo recuo do IBC-Br em fevereiro, em meio a um ambiente marcado por inflação alta, condições mais duras de financiamento e deterioração do mercado de trabalho.

“Do lado positivo, uma taxa de câmbio mais competitiva e uma fraca demanda doméstica deverão gradualmente elevar a contribuição das exportações líquidas para o crescimento e fornecer um piso para a contração esperada para o PIB nos trimestres à frente”, destacou.

A performance negativa do IBC-Br em janeiro derivou principalmente das perdas nos setores de varejo e serviços, que iniciaram o ano com queda de 1,5 por cento em janeiro sobre dezembro e de 5,0 por cento sobre janeiro de 2015, respectivamente.

Isso ofuscou a alta inesperada de 0,4 por cento na produção industrial em janeiro sobre dezembro, dado positivo, mas que não indica mudança de tendência no setor.

Na comparação com janeiro de 2015, o IBC-Br caiu 6,70 por cento e no acumulado em 12 meses o declínio foi de 4,44 por cento, sempre em números dessazonalizados.

O economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima, apontou em relatório que o índice deverá seguir mostrando piora no acumulado em 12 meses “até mais ou menos o terceiro trimestre de 2016, quando, com a base fraca de comparação, algum alívio deve se dar”. Em 2015, a economia brasileira encolheu 3,8 por cento, o pior resultado desde 1990 e com contração recorde nos investimentos e na indústria.

A previsão para este ano caminha na mesma direção, com expectativa de economistas consultados na pesquisa Focus do BC de um recuo de 3,54 por cento.

O IBC-Br incorpora projeções para a produção no setor de serviços, indústria e agropecuária, bem como o impacto dos impostos sobre os produtos.

Por Marcela Ayres

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