March 20, 2016 / 9:13 PM / 3 years ago

Obama chega a Havana para visita histórica a Cuba

HAVANA (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chegou a Cuba neste domingo para uma visita histórica que inaugura um novo capítulo na relação norte-americana com o governo comunista da ilha, após décadas de animosidade entre os dois velhos inimigos da Guerra Fria.

Obama aterrissou no Aeroporto Internacional Jose Marti, em Havana, a bordo do Air Force One, o jato presidencial com “Estados Unidos da América” gravado na fuselagem, uma visão que parecia inimaginável há poucos anos.

A viagem de três dias, a primeira de um presidente norte-americano a Cuba em 88 anos, representa o ápice de uma abertura diplomática anunciada por Obama e pelo presidente cubano Raúl Castro em dezembro de 2014, pondo fim ao afastamento dos tempos de Guerra Fria que começou quando a revolução cubana destituiu o governo pró-EUA em 1959.

Obama, que abandonou a velha política norte-americana de isolamento cubano, quer que seu gesto seja irreversível. Mas grandes obstáculos antes da completa normalização das relações permanecem de pé, e críticos de Obama dizem que a visita é prematura.

Viajando com a primeira-dama Michelle Obama, a mãe de Michelle e suas filhas, Sasha e Malia, o presidente deve, primordialmente, fazer turismo em sua primeira noite na ilha caribenha, conhecendo os famosos pontos turísticos da Havana Velha.

Ele terá conversas com Raúl Castro —mas não com seu irmão, o líder revolucionário Fidel— e falará com empresários na segunda-feira. Depois, na terça-feira, se encontrará em privado com dissidentes, fará um discurso ao vivo para os cubanos na TV estatal e ainda participará de um jogo-exibição de beisebol.

A viagem carrega muito simbolismo após décadas de hostilidade entre Washington e Havana. E faz de Obama o primeiro presidente em exercício a visitar Cuba desde Calvin Coolidge, que visitou a ilha a bordo de um navio em 1928.

Representa também um importante passo na tentativa de derrubar os obstáculos comerciais que ainda existem entre os países e de desenvolver melhores relações entre Washington e Havana.

Por Matt Spetalnick, Daniel Trotta, Jeff Mason e Frank Jack Daniel

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