22 de Março de 2016 / às 14:58 / em 2 anos

Ataques reivindicados pelo Estado Islâmico deixam ao menos 30 mortos em Bruxelas

BRUXELAS (Reuters) - O Estado Islâmico reivindicou responsabilidade por ataques a bomba no aeroporto de Bruxelas e ao metrô na hora do rush na capital belga, nesta terça-feira, que mataram ao menos 30 pessoas e desencadearam alertas de segurança por toda a Europa e manifestações globais de apoio.

Janelas quebradas em local de explosão no aeroporto Zaventem, em Bruxelas, na Bélgica. 22/03/2016 REUTERS/Francois Lenoir

A polícia emitiu um aviso de procurado para um jovem fotografado empurrando um carro de bagagens no aeroporto onde duas outras pessoas possivelmente se explodiram.

Uma testemunha disse ter ouvido gritos em árabe e disparos pouco antes de duas detonações ocorrerem no terminal de embarque do aeroporto lotado. O procurador-federal do país disse que uma das explosões provavelmente foi obra de um homem-bomba.

“Prometemos à aliança cruzada contra o Estado Islâmico que eles terão dias negros em resposta à sua agressão contra o Estado Islâmico”, informou o Estado Islâmico em sua conta oficial no aplicativo Telegram.

O presidente dos EUA, Barack Obama, manifestou apoio ao primeiro-ministro belga, Charles Michel, depois de Bruxelas entrar em estado virtual de isolamento.

“Temos de estar juntos, independentemente da nacionalidade, raça ou fé na luta contra o flagelo do terrorismo”, disse Obama em entrevista coletiva em Cuba. “Nós podemos e vamos derrotar aqueles que ameaçam a segurança e proteção de pessoas em todo o mundo.”

As explosões aconteceram quatro dias após a prisão, em Bruxelas, de um possível participante dos ataques de militantes em Paris em novembro do ano passado, que deixaram 130 mortos. A polícia belga e soldados de combate presentes nas ruas estavam em estado de alerta elevado pela possibilidade de uma ação retaliatória, mas os ataques ocorreram em áreas de grande movimento onde pessoas e bagagens não são revistadas.

Todo o transporte público de Bruxelas foi interrompido, como foi feito em Londres em 2005, quando ataques de militantes no metrô mataram 52 pessoas. As autoridades pediram aos cidadãos que não usem as sobrecarregadas redes telefônicas, tropas adicionais foram enviados à cidade e o Centro de Crise Belga, claramente temeroso de um novo incidente, apelou à população: “Fiquem onde estão”.

Alex Rossi, da rede de televisão britânica Sky News, estava no aeroporto e relatou ter ouvido duas “explosões muito, muito altas”.

“Senti o edifício se mexer. Também havia poeira e fumaça... fui em direção ao local da explosão e havia pessoas saindo e parecendo muito atordoadas e chocadas”.

A rede de televisão pública VRT relatou que policiais encontraram um rifle de assalto Kalashnikov perto do corpo de um agressor no aeroporto. Este tipo de arma se tornou marca registrada de ataques inspirados pelo Estado Islâmico na Europa, especialmente na Bélgica e na França, entre eles os de novembro do ano passado em Paris.

Um cinturão de explosivos intacto também foi encontrado na área, afirmou a rede VRT. A polícia continua a vasculhar o aeroporto para o caso de haver mais bombas ou agressores.

Vídeos revelaram a devastação no terminal de embarque mostrando telhas e vidro espalhados pelo chão. Alguns passageiros emergiram do terminal com respingos de sangue nas roupas. Fotos publicadas em redes sociais mostraram fumaça emergindo do edifício do terminal através de janelas estilhaçadas e passageiros fugindo por uma rampa, alguns carregando suas bagagens.

Reportagem adicional de Andrew Heavens

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