March 24, 2016 / 1:18 PM / 3 years ago

Obama vai homenagear vítimas da "Guerra Suja" argentina no aniversário do golpe militar

Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, dança tango durante jantar oferecido pelo presidente da Argentina, Mauricio Macri, em Buenos Aires. 23/03/2016 REUTERS/Carlos Barria

BUENOS AIRES (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, irá homenagear as vítimas da “Guerra Suja” da Argentina nesta quinta-feira, 40º aniversário do golpe militar que levou a uma repressão de sete anos a opositores de esquerda, sindicatos trabalhistas e rebeldes marxistas.

Obama descreveu a ditadura de 1976-1983, durante a qual as forças de segurança argentinas mataram até 30 mil pessoas, como um “período escuro” da história da Argentina – mas não chegou a pedir desculpas pelo apoio inicial dos EUA aos generais argentinos.

Na quarta-feira, ele prometeu liberar registros militares e de inteligência relacionados à era ditatorial, época durante a qual a mentalidade da Guerra Fria muitas vezes fazia Washington endossar governos direitistas na América Latina.

Obama irá visitar um memorial localizado em um parque em seu segundo dia no país. O mandatário disse que a parada simbólica tem como objetivo “mostrar que reconhecemos o heroísmo e a coragem incríveis daqueles que se posicionaram contra estas violações de direitos humanos”. Muitos argentinos louvaram os dois gestos.

“Obama não irá dizer ‘perdoem-nos’ com todas as letras, mas está dizendo-o por suas ações”, opinou Daniel Slutzky, um professor universitário de 75 anos.

A visita de Obama à Argentina é uma demonstração de apoio à guinada de 180 graus do presidente argentino, Mauricio Macri, em relação às políticas nacionalistas de sua antecessora, Cristina Kirchner, que criticava frequentemente os EUA e comprou uma briga com detentores de títulos norte-americanos.

O presidente dos EUA chegou à Argentina depois de uma passagem por Cuba, onde questionou seu colega, Raúl Castro, a respeito dos direitos humanos e das liberdades políticas na ilha, embora os dois líderes tenham deixado de lado as décadas de hostilidade iniciadas pouco depois da revolução cubana de 1959.

Na quarta-feira, Obama afirmou ser “gratificante ver a Argentina advogar nosso compromisso comum com os direitos humanos”. Mas os adversários de Macri refutam a ideia de que o líder socialmente conservador seja um firme defensor de tais direitos.

Ainda nesta quinta-feira, Obama irá se dar uma folga e passear com a família na cidade de Bariloche, na Patagônia.

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