7 de Abril de 2016 / às 21:37 / em 2 anos

Cardozo diz que governo está confiante para barrar impeachment e pode recorrer à Justiça

BRASÍLIA (Reuters) - O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, disse nesta quinta-feira que o governo está absolutamente confiante de que tem os votos necessários para barrar o impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados e que recorrerá à Justiça caso a situação se torne “irreversível”.

Ministro da AGU, Cardozo fala em comissão do impeachment 4/4/2016 REUTERS/Adriano Machado

Cardozo disse em uma entrevista a jornalistas estrangeiros que a confiança do governo baseia-se na sua convicção de que a presidente Dilma não cometeu crime de responsabilidade ao atrasar os desembolsos para bancos estatais.

“A tese do impeachment é inconsistente e o relatório evidenciou ainda mais a inconsistência. Isso nos dá muita confiança que venceremos no Legislativo nesta questão, até porque é uma tentativa de afastamento de um governo legitimamente eleito com argumentos retóricos e juridicamente infundados”, afirmou.

Na quarta-feira, o relator do pedido de impeachment contra a presidente Dilma na comissão especial da Câmara, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), afirmou em parecer que as “violações” cometidas pela presidente justificam a abertura de um processo de impedimento.

Questionado quando o governo vai recorrer à Justiça contra o pedido de impeachment, Cardozo respondeu que será quando a situação ficar “irreversível” na Câmara.

A votação do relatório está agendada para segunda-feira. Uma vez votado na comissão, o relatório precisa ser lido na sessão plenária da Câmara seguinte, e depois publicado.

Após a publicação, é preciso respeitar um prazo de 48 horas para que a denúncia contra a presidente Dilma seja colocada na pauta do plenário da Câmara.

São necessários os votos de 342 deputados favoráveis à abertura de processo de impeachment contra Dilma no plenário da Câmara para levar o processo ao Senado, que analisará então se instaura ou não o procedimento de impeachment.

Por Anthony Boadle

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