9 de Abril de 2016 / às 00:52 / em 2 anos

Lideranças do PSDB se unem em torno do impeachment de Dilma

SÃO PAULO (Reuters) - Lideranças do PSDB afirmaram posição única em favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff em reunião realizada nesta sexta-feira em São Paulo, e decidiram fazer uma mobilização para convencer parlamentares de outras siglas a votar pelo impedimento.

“Nós tomamos a seguinte decisão: no PSDB, é como no Solidariedade, é como no PPS do Roberto Freire, é 100 por cento de apoio (ao impeachment)”, disse o senador Aécio Neves (MG), de acordo com comunicado divulgado após reunião com o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, governadores e outras lideranças tucanas.

“Mas ainda é pouco. Todos os governadores e as nossas bancadas...assumimos um compromisso. Nós vamos, agora, buscar outros parlamentares desses Estados que governamos, de outros partidos, e dizer a eles: ‘vamos dar uma chance ao Brasil’”, acrescentou.

Aécio disse que o devido a situação atual do país, a sigla está favorecendo neste momento o impeachment, em detrimento da opção pela ação no Tribunal Superior Eleitoral que pede a cassação chapa Dilma-Michel Temer.

“O impeachment não era a primeira opção de muitos de nós tucanos. Nós sempre achamos que novas eleições, a partir de decisão do TSE, talvez fosse o caminho que legitimasse de forma mais adequada um novo governo”, disse Aécio a jornalistas.

“Mas hoje há uma convergência, em razão da necessidade dessa mudança ocorrer rapidamente. Não se sabe o que vai acontecer no TSE, nem quando”, acrescentou.

O PSDB entrou com ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a cassação da chapa de Dilma e do vice-presidente Michel Temer (PMDB), acusando a campanha de abuso de poder político e econômico e de receber propina do esquema de corrupção na Petrobras disfarçada de doações de campanha.

“Hoje, o caminho que se apresenta para todos os brasileiros, é o caminho do afastamento constitucional da presidente pelo impeachment, e o PSDB, que não é beneficiário direto do impeachment, se curva a essa necessidade”, disse Aécio.

A defesa da presidente afirmou ao TSE em fevereiro que os tucanos têm um “inconformismo” com o resultado da eleição e acusou o partido de fazer “uso político” da Justiça Eleitoral.

Na segunda-feira, a comissão especial de impeachment votará o relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), favorável a admissibilidade da denúncia de crime de responsabilidade contra a presidente Dilma. A votação no plenário Câmara deve ocorrer alguns dias depois.

Para ser admitida a denúncia contra a presidente, são necessários os votos de 342 dos 513 deputados no plenário da Câmara.

Por Tatiana Ramil

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