13 de Abril de 2016 / às 01:12 / 2 anos atrás

Governo admite baixas, mas acredita ter apoio para barrar impeachment

BRASÍLIA (Reuters) - O Palácio do Planalto admitiu que esta terça-feira foi um dia de más notícias para o governo na guerra contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, com o desembarque do PP e o risco ainda existente de decisões desfavoráveis do PSD e parte do PR.

Presidente Dilma Rousseff reage durante encontro no Palácio do Planalto 7/12/ 2015. REUTERS/Ueslei Marcelino

Mas o governo ainda aposta que tem espaço para derrubar o impeachment, apesar da margem menor, com 200 votos no plenário da Câmara dos Deputados no domingo, disseram à Reuters duas fontes palacianas.

“Nossa conta com o PP já era bem pessimista. Se o número que eles deram hoje for real, nós perdemos cinco, no máximo oito votos do que estávamos contando”, avaliou uma das fontes.

A conta do Planalto nesta terça-feira é de 140 votos garantidos da bancada mais fiel – PT, PCdoB, PDT e outros partidos, como o PSOL que, mesmo não sendo da base, já anunciou que votará contra o impeachment.

“São 10 outros partidos na base. O que se tem de conseguir é cinco votos em cada um, na média. Não é tão difícil assim”, disse a outra fonte.

O Planalto conta com um número significativo de “indecisos”. A maior parte, afirma uma das fontes, formada por deputados que não anunciaram seus votos para evitar pressão, mas que estariam inclinados a votar com o governo. “Os ministros ainda estão esperançosos”, declarou a fonte.

O processo de impeachment contra a presidente Dilma só poderá ser aberto se obtiver 342 votos favoráveis, equivalente a dois terços dos 513 deputados.

TEMER

No Planalto, o vazamento do áudio em que o vice-presidente, Michel Temer, fala como se o processo de impeachment já tivesse sido aprovado foi tratado como mais um reforço na briga do governo pelo convencimento contra o impeachment.

A avaliação, segundo a fonte, é que a ideia de um golpe saiu de algo abstrato para o concreto, com um culpado claro pela crise política.

“Fica claro que ela (Dilma) não tem base política porque (o presidente da Câmara, Eduardo) Cunha e Temer puxaram o tapete dela. Deixou desnudo o golpe”, disse a fonte. Ou pelo menos essa é a versão que o governo tentará vender, o que levou ao discurso irado da presidente em cerimônia nesta terça-feira no Planalto. No discurso, Dilma chamou indiretamente Temer de golpista e conspirador.  

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