15 de Abril de 2016 / às 12:17 / em 2 anos

Câmara inicia 1ª sessão do rito de votação do impeachment de Dilma

BRASÍLIA (Reuters) - A Câmara dos Deputados iniciou na manhã desta sexta-feira a primeira sessão do rito de votação do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff que irá durar três dias, depois que o governo foi derrotado no Supremo Tribunal Federal (STF) em sua última cartada para barrar o processo.

Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, no início da 1ª sessão do rito de votação do impeachment de Dilma. 15/05/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino

Na sessão aberta pontualmente às 8:55 como estava previsto, inicialmente será concedido um tempo para a denúncia de crime de responsabilidade contra a presidente e outro para sua defesa. A seguir, o tempo será dos partidos com representação no Congresso.

Parlamentares pró-impeachment gritavam “Fora Dilma” pouco antes do início da sessão, enquanto os governistas receberam o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no plenário com o grito de ordem “Fora Cunha”. Assim que a sessão foi declarada aberta houve gritos de “viva a democracia”.

O governo tentou na quinta-feira suspender a votação do impeachment na Câmara ao apresentar uma ação ao STF com pedido de liminar, mas o plenário do Supremo, por um placar de 8 a 2, rejeitou o pedido.

Com isso, o plenário da Câmara vai ouvir nesta sexta-feira os autores da denúncia contra a presidente e a defesa dela, bem como partidos com representação na Casa e deputados que quiserem discutir a questão. O rito segue pelo sábado, culminando no domingo com a votação da autorização da Câmara para a instauração do processo de impedimento, em que são necessários 342 votos para que o Senado seja autorizado a instaurar o processo de impeachment.

Em meio à crescente debandada de parlamentares de partidos da base aliada para uma posição favorável ao impedimento, o governo admite que está “lutando com suas últimas forças” para tentar segurar votos suficientes e impedir a aprovação da abertura de processo.

Dilma é acusada de cometer irregularidades orçamentárias como as chamadas “pedaladas fiscais”. O governo nega irregularidades e diz que impeachment sem crime de responsabilidade equivale a um “golpe”.

Texto de Pedro Fonseca

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