20 de Abril de 2016 / às 10:22 / 2 anos atrás

Dilma decide ir a NY para assinar acordo do clima e reforçar versão sobre impeachment

BRASÍLIA (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff mudou de ideia e retomou a viagem para Nova York, cancelada no início desta semana, e embarca na quinta-feira para a assinatura do acordo de Paris sobre mudanças climáticas, mas principalmente para reforçar a estratégia do governo de dar sua versão sobre o impeachment no exterior, disseram à Reuters duas fontes do governo.

Presidente Dilma Rousseff durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto. 19/04/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino

Dilma participará na sexta-feira da assinatura do acordo sobre o clima e no mesmo dia vai conceder entrevistas para a mídia internacional, voltando no sábado para Brasília. Nesse período, assume o governo o vice-presidente Michel Temer, justamente o que a presidente tentava evitar. A avaliação do Planalto, no entanto, foi de que os ganhos da viagem serão maiores do que os riscos. 

Inicialmente, Dilma iria para Nova York na segunda-feira para participar de uma sessão especial da Assembleia-Geral da ONU sobre drogas e ficaria para a assinatura do acordo do clima. A primeira parte da viagem já havia sido cancelada na semana passada. No final de semana foi cancelado o chamado escalão avançado, que prepara a chegada da presidente em viagens internacionais.

O Palácio do Planalto concluiu, no entanto, que o governo está ganhando a guerra de versões sobre o impeachment com a mídia estrangeira, que tem classificado o processo como irregular, ou até mesmo uma espécie de golpe constitucional, como tem insistido a presidente.

Dilma havia condicionado sua ida a Nova York ao resultado da votação do domingo do impeachment na Câmara dos Deputados. Com a derrota, havia decidido não ir, segundo uma fonte. A viagem, no entanto, voltou a ser discutida dentro da estratégia de ganhar a guerra de versões.

Na terça-feira, o senador tucano Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, esteve em Washington em conversas para convencer o governo norte-americano de que o processo brasileiro é legal.

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