20 de Abril de 2016 / às 17:56 / em 2 anos

Braga sai de Minas e Energia e desfalca 9º ministério de Dilma

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, comunicou a presidente Dilma Rousseff nesta quarta-feira que está deixando o cargo, aumentando o desfalque na Esplanada dos Ministérios no momento de tramitação no Senado do pedido de abertura de processo de impeachment contra Dilma.

Eduardo Braga, que pediu demissão do cargo de ministro de Minas e Energia. 21/01/2015. REUTERS/Ueslei Marcelino

O anúncio de Braga eleva para nove o número de pastas com ministros interinos, de um total de 32 ministérios.

“Acabei de ter uma conversa com a presidente e avaliamos que é hora de eu entregar o ministério. Ela aceitou e, portanto, eu estarei entregando hoje uma carta à presidente agradecendo a confiança que ela me deu”, disse Braga a jornalistas.

Além de Minas e Energia, Esportes, Turismo, Portos, Cidades, Casa Civil, Ciência e Tecnologia, Aviação Civil e Turismo são atualmente dirigidos por interinos.

No caso da Casa Civil, o Supremo Tribunal Federal (STF) adiou nesta quarta-feira a análise da validade da nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para comandar a pasta. A indicação dele está suspensa por decisão liminar do ministro Gilmar Mendes.

Braga, senador do PMDB pelo Amazonas, afirmou ainda a jornalistas que estará de licença médica por alguns dias e que sua suplente e esposa, Sandra Braga, deverá representá-lo na votação sobre a admissibilidade do processo de impeachment de Dilma no Senado. Braga defendeu a presidente na semana passada, dizendo que o processo, no qual Dilma é acusada de crime de responsabilidade, era político.

Ele disse que não foi pressionado por seu partido a sair, apesar de a legenda ter aprovado no fim de março o desembarque do governo e a devolução dos cargos.

“O PMDB me respeitou, como peemedebista de longa data que sou. O PMDB soube respeitar e diferenciar minha posição e agradeço por isso”, disse.

Sobre a votação da admissibilidade do impeachment no Senado, que deverá ficar a cargo de sua esposa, Braga disse apenas que ela “estará lá representando com coerência e posições claras a nossa posição na votação do Senado”.

“Neste momento é importante para o país que tenhamos no Senado uma postura diferenciada”, disse.

A Presidência da República confirmou nesta noite as saídas de Braga, Helder Barbalho e do até então titular da Ciência e Tecnologia, Celso Pansera, que é deputado pelo PMDB do Rio de Janeiro.

O Planalto informou ainda que, para o lugar de Braga, assumirá interinamente o secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis, Marco Antônio Martins Almeida, e para o lugar de Helder Barbalho entrará o atual secretário do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Maurício Muniz.

O Planalto não informou o substituto de Pansera, que havia sido exonerado do cargo para votar sobre o pedido de abertura de processo de impeachment contra Dilma no domingo, e ainda não havia retornado ao posto.

Reportagem adicional Eduardo Simões, em São Paulo

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