17 de Maio de 2016 / às 14:07 / um ano atrás

Pessimismo domina conversas para tentar salvar processo de paz na Síria

VIENA/AMÃ (Reuters) - Grandes potências tentaram nesta terça-feira recuperar um cessar-fogo na Síria e fazer com que a ajuda humanitária chegue a áreas sitiadas, e Rússia e Estados Unidos se mostraram profundamente divididos quanto ao destino do presidente sírio, Bashar al-Assad, e à violência que assola o país.

Enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, durante evento em Viena. 17/05/2016 REUTERS/Leonhard Foeger

O objetivo da conferência, que reúne 17 países que apoiam os dois lados do conflito, é convencer as facções armadas e líderes da oposição a retomar as negociações com o governo.

Autoridades e diplomatas disseram que as conversas, que incluem Estados Unidos, Rússia, Irã e potências europeias e do Oriente Médio, não devem levar a grandes decisões que possam mudar o curso da guerra de mais de cinco anos, que já matou mais de 250 mil pessoas.

Um aumento dos combates em Aleppo, maior cidade da Síria antes da guerra, arruinou uma “cessação das hostilidades” parcial patrocinada por Washington e Moscou a partir de fevereiro, que permitiu tratativas indiretas mediadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) que envolveram os dois lados do conflito em Genebra.

Essas conversas desmoronaram no mês passado depois que a oposição se retirou do processo devido à intensificação dos combates. O enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, tem esperança de lançar uma nova rodada de conversas de paz entre as duas partes até o final de maio.

“Precisaremos ver os fiadores do cessar-fogo – Rússia e EUA – trazendo à mesa algo que realmente convença a oposição de que este processo vale a pena”, disse um diplomata ocidental veterano envolvido nas negociações.

“Infelizmente, não sinto isso e temo que os EUA tentem impor um texto excessivamente otimista, mas cuja implementação não será possível”.

As conversas em Genebra têm por meta encerrar uma guerra que gerou a maior crise de refugiados do mundo, permitiu a ascensão do grupo extremista Estado Islâmico e atraiu potências regionais e globais.

Washington insiste que Assad precisa sair, mas o presidente, respaldado por Moscou e Teerã, está lutando para reconquistar territórios de seu país e se recusa a deixar o cargo.

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