17 de Maio de 2016 / às 23:12 / em 2 anos

EXCLUSIVO-Trump se diz disposto a encontrar líder norte-coreano e quer renegociar acordo climático

NOVA YORK (Reuters) - O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, está disposto a conversar com o líder norte-coreano, Kim Jong Un, para tentar parar o programa nuclear de Pyongyang, disse Trump à Reuters em entrevista nesta terça-feira.

Donald Trump após entrevista à Reuters em Nova York. 17/5/2016. REUTERS/Lucas Jackson

Numa conversa abrangente, Trump declarou que desaprovava as ações do presidente da Rússia, Vladimir Putin, no leste da Ucrânia, defendeu a renegociação do acordo climático de Paris e disse que desmantelaria a maior parte da regulamentação financeira Dodd-Frank se for eleito presidente.

O nomeado republicano em potencial para disputar as eleições presidenciais não quis dar detalhes dos seus planos sobre a Coreia do Norte, mas um encontro com Kim marcaria uma grande mudança na política norte-americana em relação ao isolado país.

”Eu falaria com ele. Eu não teria nenhum problema em falar com ele”, afirmou Trump sobre Kim.

”Ao mesmo tempo eu poria um monte de pressão na China porque economicamente nós temos um poder tremendo sobre a China”, disse ele na entrevista de meia hora no seu escritório na Trump Tower em Manhattan.

A China é o único grande apoio diplomático e econômico que a Coreia do Norte tem.

A missão da Coreia do Norte na Organização das Nações Unidas não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre a declaração de Trump.

Trump disse que os Estados Unidos foram tratados injustamente no acordo climático de Paris, que prevê reduções nas emissões de carbono de mais de 170 países. Uma renegociação do acordo seria um grande revés para o que foi considerado como verdadeiramente o primeiro acordo climático global, que comprometeu tantos países ricos quanto pobres com o controle do aumento da emissão dos gases de efeito estufa, tidos como causa do aumento da temperatura do planeta.

Sobre economia, Trump declarou que planeja divulgar um programa detalhado em duas semanas. Ele disse que desmantelaria quase toda a regulamentação Dodd-Frank, o pacote de reformas financeiras colocado em vigor depois da crise financeira de 2007 e 08.

”Eu diria que vai ser perto de um desmantelamento. Dodd-Frank é uma força muito negativa, que ganhou uma fama muito ruim”, disse.

O bilionário de Nova York também afirmou que percebia uma bolha financeira perigosa na indústria de startups de tecnologia. Segundo ele, empresas de tecnologia estavam tendo altas avaliações sem nem fazer dinheiro.

Ele também disse querer no futuro um republicano na chefia do Federal Reserve, o banco central norte-americano, mas disse que “não é um inimigo” da atual presidente, Janet Yellen.

”Eu não sou uma pessoa que acha que Janet Yellen está fazendo um trabalho ruim. Eu sou uma pessoa de juros baixos, a não ser que a inflação mostre a sua cara feia, o que pode acontecer em algum momento”, disse ele, acrescentando que “não parece que (a inflação) vai acontecer logo”.

Reportagem de Steve Holland e Emily Flitter

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