25 de Maio de 2016 / às 22:47 / 2 anos atrás

Circular foi emitida pelo Itamaraty para “rebater acusações infundadas” sobre impeachment, diz Serra

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro das Relações Exteriores, José Serra, afirmou nesta quarta-feira que a circular enviada a servidores do Itamaraty no Brasil e no exterior pedindo que combatessem “ativamente” as críticas ao processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff teve como intenção “rebater” acusações “infundadas”.

Ministro das Relações Exteriores, José Serra, durante cerimônia em Brasília. 18/05/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino

O ministro, que participou de reunião multi-ministerial nesta quarta no Palácio do Planalto sobre o controle de fronteiras, e dava coletiva sobre a criação um comitê de coordenação de fronteiras não descartou uma coletiva para tratar da circular.

Segundo Serra, a circular foi emitida para “procurar uniformizar uma informação e para rebater acusações infundadas”.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, que também participava da coletiva de imprensa, disse que sua pasta também encaminhou circular com teor semelhante à do Itamaraty a adidos militares no exterior.

A circular de número 101296, à qual a Reuters teve acesso, tem nove páginas e foi distribuída diretamente pelo gabinete ministerial --um movimento raro dentro do Itamaraty, onde as orientações aos postos costumam vir das áreas fins ou da Secretaria-Geral.

O texto cita mais de uma dezena de “exemplos” de declarações feitas por entidades e governos que devem ser respondidas pelos diplomatas, com orientações políticas e favoráveis ao processo de impeachment.

O texto cita exemplos de problemas em declarações do secretário-geral da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), Ernesto Samper, do secretario-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, da Aliança Bolivariana (Alba) e dos governos da Bolívia, Equador, Venezuela, Cuba e El Salvador.

São dados também subsídios para que os diplomatas possam defender o processo de impeachment. O texto fala, por exemplo, que o processo é político e segue rigorosamente o rito estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal. E que deputados e senadores também receberam “milhões de votos para cumprir suas funções constitucionais”.

Por Maria Carolina Marcello

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