30 de Maio de 2016 / às 11:57 / um ano atrás

Perspectiva para Selic este ano sobe, mas para 2017 é reduzida

SÃO PAULO (Reuters) - Economistas de instituições financeiras elevaram a projeção para a taxa básica de juros neste ano, reduziram a de 2017 e melhoraram as perspectivas para a economia após o governo anunciar as primeiras medidas para reequilibrar as contas públicas e receber aval para fechar o ano com déficit primário de 170,5 bilhões de reais.

Sede do Banco Central do Brasil, em Brasília 23/09/2015 REUTERS/Ueslei Marcelino

A projeção para a Selic ao fim deste ano passou a 12,88 por cento na mediana das projeções, contra 12,75 por cento anteriormente, de acordo com a pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira.

A mediana das projeções para 2017 caiu a 11,25 por cento, frente a 11,38 por cento no levantamento anterior. A Selic permanece em 14,25 por cento desde julho passado.

O Top 5, grupo que mais acerta as projeções, vê a taxa a níveis mais altos -- a 13,50 neste ano e a 12,00 por cento no final de 2017.

Na semana passada, o governo do presidente interino Michel Temer anunciou medidas que incluem limitação dos gastos públicos e proibição de elevação de subsídios.

Pouco depois, Temer passou em seu primeiro teste efetivo do no Legislativo quando o Congresso Nacional aprovou a nova meta fiscal para este ano, garantindo ao governo espaço para manter gastos orçamentários e fechar o ano com déficit primário de 170,5 bilhões de reais.

Em relação à economia, os especialistas consultados veem agora uma contração do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano de 3,81 por cento, contra queda de 3,83 por cento anteriormente. A estimativa de crescimento em 2017 passou a 0,55 por cento, sobre 0,50 por cento.

Para a inflação, o Focus apontou alta na perspectiva para o avanço do IPCA ao fim deste ano. A inflação oficial é estimada em 7,06 por cento, contra 7,04 por cento antes, acima do teto da meta do governo, de 4,5 por cento com tolerância de 2 pontos percentuais.

Sobre 2017, a projeção no levantamento com uma centena de economistas permaneceu em 5,50 por cento, dentro da meta para o ano que vem, de 4,5 por cento, com tolerância de 1,5 ponto.

Por Camila Moreira

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below