9 de Junho de 2016 / às 11:07 / 2 anos atrás

Israel suspende permissão de entrada de palestinos após ataque em Tel Aviv

JERUSALÉM (Reuters) - O Exército israelense revogou permissões nesta quinta-feira para mais de 80 mil palestinos visitarem Israel durante o mês sagrado muçulmano do Ramadã, que está acontecendo, após uma ataque de atiradores palestinos deixar quatro israelenses mortos em Tel Aviv.

/o/liciais examinando local de ataque a tiros em Tel Aviv. 09/06/2016 REUTERS/Baz Ratner

Não houve reivindicação imediata pelo ataque de dois atiradores palestinos na quarta-feira em um complexo de restaurantes próximo ao Ministério da Defesa da Israel, mas o Hamas e outros grupos militantes palestinos foram rápidos em elogiá-lo.

Os agressores eram de Hebron, na Cisjordânia, ocupada por Israel. Eles vestiam ternos e gravatas e fingiam ser clientes do restaurante antes de sacarem armas automáticas e abrirem fogo, deixando todos os presentes em pânico.

Ambos foram presos e um deles ficou ferido no incidente, que segue uma relativa calma nas semanas recentes, após uma sequência quase diária de ataques a facas e tiros palestinos nas ruas de Israel. O ataque foi o mais mortal na capital comercial e de entretenimento do país desde uma série de ataques violentos palestinos em outubro do ano passado.

Após consultas de segurança supervisionadas pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o Exército informou que irá revogar cerca de 83 mil permissões emitidas para palestinos da Cisjordânia para visitarem parentes em Israel durante o Ramadã.

Tais medidas, incluindo restrições ao acesso do complexo da mesquita de Aqsa, local sagrado no coração da Cidade Antiga que judeus se referem como Monte do Templo, levaram no passado a uma crescente tensão com palestinos.

Após o ataque em Tel Aviv, no qual a polícia disse ter deixado quatro israelenses mortos e seis feridos, fogos de artifício foram disparados em partes da Cisjordânia. Em alguns acampamentos de refugiados, pessoas cantaram e agitaram bandeiras.

De acordo com moradores, as comemorações não tinham relação com a quebra do jejum do Ramadã ao anoitecer e eram uma celebração das mortes, realizadas por moradores de Yatta, um vilarejo próximo a Hebron.

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