13 de Junho de 2016 / às 22:07 / em 2 anos

Trump defende proibição de imigração de países com história de terrorismo

WASHINGTON/MANCHESTER, EUA (Reuters) - Donald Trump, candidato republicano a presidente, disse nesta segunda-feira que vai suspender a imigração para os Estados Unidos de países “onde há uma história provada de terrorismo” contra os EUA, na sua mais forte reação até agora ao massacre da boate em Orlando.

Trump em Manchester 13/6/2016 REUTERS/Brian Snyder

Hillary Clinton, a rival democrata, alertou contra a demonização dos muçulmanos norte-americanos, oferecendo um abordagem totalmente diferente sobre segurança nacional, à medida que os candidatos bateram de frente em discursos nos quais reagiram ao ataque numa boate gay em que 49 pessoas e o agressor armado foram mortos e 53 pessoas ficaram feridas. Foi a ação do tipo com mais mortes na história recente dos EUA.

”O terrorista de Orlando pode estar morto, mas o vírus que envenenou a mente dele permanece muito forte, e nós temos que atacá-lo”, afirmou Hillary, a potencial escolhida para ser a candidata democrata, em Cleveland.

Em Manchester, em New Hampshire, Trump disse que, se eleito, usaria a sua autoridade executiva para controlar melhor a imigração, enfatizando um dos principais temas da sua campanha para as eleições de 8 de novembro. Ele notou que o responsável pelo ataque em Orlando, Omar Mateen, de 29 anos, tinha pais nascidos no Afeganistão.

”Eu usaria esse poder para proteger o povo norte-americano. Quando eleito, eu vou suspender a imigração de regiões do mundo onde haja uma história provada de terrorismo contra os EUA, Europa e nossos aliados, até compreendermos plenamente o que é preciso para terminar com essas ameaças”, disse o rico empresário.

Trump desafiou Hillary a explicar por que ela é a favor de aceitar refugiados da guerra civil síria e disse que as suas políticas iriam proteger melhor mulheres, gays, lésbicas, judeus e cristãos norte-americanos. O apoio de Trump junto a mulheres e gays é bem menor do que o de Hillary.

”O Islã radical é antimulher, antigay, antiamericano”, disse Trump. “Eu me recuso a permitir que os EUA se tornem um local onde pessoas gays, pessoas cristãs, pessoas judias sejam alvos da perseguição e da intimidação de pregadores do ódio e da violência do Islã radical.”

Trump também atacou o presidente norte-americano, Barack Obama, o questionando por que ele não usa o termo “terrorismo radical islâmico” ao descrever esses ataques. Ele declarou que tanto Obama quanto Clinton não têm preparo para comandar o país.

Matten era nascido nos EUA e filho de imigrantes afegãos. Armado com um rifle e se dizendo leal ao Estado Islâmico, ele abriu fogo numa boate gay em Orlando no início do domingo.

Reportagem adicional de Susan Heavey e Alana Wise em Washington

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