14 de Julho de 2016 / às 15:22 / em um ano

Temer diz que resultado de eleição para presidência da Câmara mostra harmonia da Casa

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente interino Michel Temer afirmou nesta quinta-feira que ficou “felicíssimo com a conduta cívica” da Câmara dos Deputados, que elegeu na véspera o novo presidente da Casa.

Presidente interino Michel Temer durante evento no Palácio do Planalto, em Brasília. 29/06/2016 REUTERS/Adriano Machado

Aliado de Temer, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) venceu a disputa para suceder o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que renunciou na semana passada à presidência da Casa.

”Foi uma disputa muito competente, muito adequada, que teve um resultado que a Câmara dos Deputados desejou. Volto a dizer,

com harmonia de todos”, disse Temer em declaração no Palácio do Planalto.

De acordo com o presidente, a Câmara mostrou distensão e harmonia no resultado das eleições, e citou o fato de o candidato derrotado no segundo turno, Rogério Rosso (PSD-DF), ter chamado Rodrigo Maia à tribuna antes mesmo do resultado da votação.

“Ontem o que assistimos lá foi uma harmonia interna, uma distensão. Senti que o Brasil está se distensionando. Teremos, penso, uma harmonia muito maior que será útil para Executivo”, afirmou Temer.

O presidente classificou a eleição para o mandato tampão da presidência da Câmara como uma disputa “muito competente e elevada” e que teve o resultado desejado pelos deputados.

O segundo turno foi decidido entre dois candidatos da base governista, o que deixou o Planalto em uma situação confortável.

Rosso era o candidato apresentado pelo centrão, grupo formado por mais de 10 partidos, entre eles PTB, PRB, PP e Pros. Inicialmente, era o que tinha a maior simpatia do Planalto.

Temer deixou claro aos líderes do DEM e do PSDB, no entanto, que também fazem parte da base, que era favorável à candidatura de Maia, abrindo pontes com o novo presidente da Câmara.

Esta semana, ao ver o lançamento da candidatura de Marcelo Castro (PMDB-PI) –que, apesar de peemedebista, recebeu o apoio dos partidos aliados à presidente afastada Dilma Rousseff-, o Planalto passou a trabalhar para levar Rosso e Maia para o segundo turno e evitar que Castro crescesse.

Por Lisandra Paraguassu

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