15 de Julho de 2016 / às 10:17 / em um ano

Ataque em Nice deixa 84 mortos durante celebração do Dia da Bastilha

NICE, França (Reuters) - O ataque com um caminhão que avançou sobre uma multidão deixou ao menos 84 pessoas mortas e dezenas de feridos durante a comemoração do feriado do Dia da Bastilha, na cidade francesa de Nice, o que o presidente francês, François Hollande, definiu como um ato terrorista.

Policiais franceses e investigadores ao lado de caminhão usado em ataque em Nice. 15/07/2016 REUTERS/Eric Gaillard

O motorista, identificado por uma fonte da polícia como um francês de 31 anos nascido na Tunísia, também pareceu ter disparado antes de policiais o matarem a tiros. O homem não estava na lista de suspeitos dos serviços de inteligência franceses, mas era conhecido da polícia por sua ligação com crimes comuns, como roubo e violência, informou a fonte.

O ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, disse que 18 pessoas se encontram em estado grave desde o ataque da noite de quinta-feira, quando o caminhão branco avançou em zigue-zagues ao longo da avenida à beira-mar Promenade des Anglais, enquanto uma queima de fogos em homenagem ao feriado nacional terminava, pouco depois das 22h30 do horário local.

De acordo com um funcionário da prefeitura, o veículo seguiu em alta velocidade por até 2 quilômetros. Várias crianças estão entre os mortos.

“As pessoas caíam como pinos de boliche”, contou Jacques, que administra o restaurante Le Queenie na avenida, à rádio France Info.

Até agora o ataque parece ter sido cometido por um agressor agindo por conta própria.

Hollande disse em um pronunciamento antes do amanhecer que está convocando reservistas militares e policiais para dar descanso às forças já sobrecarregadas pela aplicação do estado de emergência iniciado em novembro, depois que atiradores e homens-bomba do Estado Islâmico atacaram diferentes locais em Paris em uma sexta-feira à noite, matando 130 pessoas.

Poucas horas antes, Hollande havia anunciado que o estado de emergência seria encerrado até o final de julho. Após o ataque, ele decidiu prorrogá-lo por mais três meses.

“A França está triste por esta nova tragédia”, disse o presidente. “Não há como negar a natureza terrorista deste ataque”.

Grandes eventos realizados na França têm sido protegidos por soldados e policiais armados desde os atentados de 13 de novembro, mas aparentemente foram necessários vários minutos para deter o avanço do caminhão, enquanto o veículo percorria ruas e uma travessia de pedestres.

Uma testemunha disse acreditar que o agressor disparava uma arma enquanto dirigia.

“Vi um caminhão branco enorme passar em alta velocidade”, relatou Suzy Wargniez, moradora local de 65 anos que observou tudo de um café na avenida. “Ele atirava, atirava.”

Uma autoridade do governo local disse que armas e granadas foram encontradas mais tarde dentro do veículo alugado.

   (Reportagem adicional de Matthias Blamont, Maya Nikolaeva, Michel Rose, Bate Felix, Brian Love em Paris, Alastair Macdonald em Bruxelas, Omar Fahmy no Cairo e Andreas Rinke em Ulan Bator)

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