19 de Julho de 2016 / às 11:17 / em um ano

Suposto grupo extremista do Brasil declara apoio ao Estado Islâmico, diz serviço de inteligência

(Reuters) - Um suposto grupo militante intitulado Ansar al-Khilafah Brazil declarou apoio ao Estado Islâmico em publicação em um aplicativo de mensagens e promoveu propaganda jihadistas em inglês e português, de acordo com o serviço internacional de inteligência Site, especializado no combate ao terrorimo.

Militante segurando arma e bandeira do Estado Islâmico em Mosul. 23/06/2014 REUTERS/Stringer

De acordo com o Site, um jihadista apoiador do Estado Islâmico denominado Ismail Abdul Jabbar al-Brazili enviou mensagens em português pelo serviço Telegram repetindo discurso de um porta-voz oficial do grupo militante, além de outras mensagens.

“Em 17 de julho, ‘Ansar al-Khilafah Brazil’ também postou uma mensagem em português questionando o benefício de policiais franceses treinarem a polícia brasileira, quando os próprios franceses foram incapazes de prevenir ataques de combatentes e aliados do Estado Islâmico”, disse o Site em um comunicado enviado por email.

O Estado Islâmico, que ocupa territórios da Síria e do Iraque, tem reivindicado a autoria de uma série de atentados recentes espalhados pelo mundo, inclusive o ataque da semana passada em Nice, na França, em que um motorista lançou um caminhão sobre uma multidão e matou 84 pessoas.

O incidente na França levou as autoridades brasileiras responsáveis pela segurança dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro a anunciar uma revisão do planejamento para reforçar a proteção aos atletas e espectadores da Olimpíada.

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) confirmou no mês passado que equipes de inteligência que atuam próximas ao plano de segurança dos Jogos do Rio tinham detectado a abertura de uma conta em português no Telegram para a troca de informações sobre o Estado Islâmico, mas as autoridades garantem que não foi detectada qualquer ameaça de ataque ao país.

Também na semana passada, o professor franco-argelino Adlene Hicheur, que era pesquidador visitante do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi deportado pelo Brasil por ordem do Ministério da Justiça. Hicheur havia sido condenado na França, em 2009, acusado de trocar mensagens com pessoas envolvidas em atos terroristas. Ele nega as acusações.

Os Jogos do Rio acontecem de 5 a 21 de agosto.

Reportagem de Sami Aboudi

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