23 de Julho de 2016 / às 17:06 / em um ano

Obcecado com assassinatos em massa, atirador de Munique não tinha laços com militância islamita

MUNIQUE (Reuters) - O adolescente alemão, de ascedência iraniana, que matou nove pessoas e depois se matou, em Munique, havia passado por tratamento psiquiátrico, era obcecado com assassinatos em massa e não foi inspirado por militância islamita, disse a polícia no sábado.

O jovem de 18 anos, nascido e criado localmente, abriu fogo perto de um movimentado shopping center na sexta-feira, gerando uma grande operação policial na capital da Baviera, no terceiro ato de violência contra civis na Europa Ocidental --e o segundo no sul da Alemanha-- em oito dias.

Sete de suas vítimas também eram adolescentes, segundo a polícia, e o presidente do gabinete estadual anticriminalidade, Robert Heimberger, disse que o agressor estava carregando mais de 300 cartuchos de munição em sua mochila e uma pistola, ao ser posteriormente encontrado morto com um tiro.

Três de suas vítimas tinham 14 anos, duas tinham 15, uma tinha 17 e outra, 19. Os outros tinham 20 e 45 anos, segundo o chefe de polícia de Munique, Hubertus Andrae. 

Após uma busca no quarto do agressor, onde um livro sobre atentados cometidos por adolescentes foi encontrado, Andrae praticamente descartou ligações com militantes islâmicos no ataque, no qual mais 27 pessoas ficaram feridas - incluindo os que se machucaram em meio ao pânico. 

“Com base nas buscas, não há indicação alguma de uma conexão com o Estado Islâmico” ou com a questão dos refugiados, disse Andrae em uma entrevista coletiva.

O premiê do Estado da Bavária, Horst Seehofer, disse que os assassinatos em Munique e um ataque com machado por um refugiado de 17 anos que feriu cinco pessoas em Wuerzburg --também na Baviera-- na segunda-feira não deveriam minar as liberdades democráticas.

“Pela segunda vez em poucos dias, fomos abalados por um banho de sangue incompreensível… incerteza e medo não devem ganhar vantagem”, disse Seehofer a repórteres, visivelmente abalado. 

A chanceler alemã, Angela Merkel, encontrou-se com altos conselheiros de segurança para analisar o ataque de sexta-feira.

O agressor de Munique, cujo corpo foi encontrado em uma rua lateral perto do shopping, não foi identificado, mas a polícia disse que ele não tinha histórico criminal, mas havia sido vítima de dois pequenos crimes --um furto em 2010 e uma agressão em 2012.

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